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Arquivo de dezembro, 2017

Zaragoza, Espanha: Rodrigo Lanza, ex preso pelo caso 4-F, detido acusado de assassinar um nazi

14, dezembro, 2017 Sem comentários

via Publicacion Refractario

Rodrigo Lanza foi detido em 2006 acusado de atacar um policial em 04 de fevereiro desse ano depois do desalojo de uma festa num casa okupada em Barcelona. Durante os distúrbios alguém teria jogado um vaso dos andares superiores deixando ferido e tetraplégico um bastardo da guarda urbana.

A polícia decidiu buscar bodes expiatórios e depois de um longo processo judicial condenou a 5 anos Rodrigo Lanza, que sofreu distintas torturas, golpes e maltratos devido sua condição de “chileno” por parte da polícia.

Depois de alguns anos de prisão, Rodrigo consegue finalmente deixar a prisão.

Em 07 de dezembro de 2017 em Zaragoza, Rodrigo junto com várixs amigxs vão a um bar, encontrando um renomado nazista lá, Víctor Laínez de 55 anos, membro da falange nacional. Após um enfrentamento nos arredores do bar, o bastardo Laínez recebe um golpe na nuca que o deixa em estado vegetal. Dias depois, a família decide desligar os aparelhos, aliviando o mundo de sua presença.

Rapidamente a polícia detém Rodrigo, acusando-o de participar na morte do bastardo, até o momento Rodrigo permanece incomunicado e isolado sem mais informações.

Solidariedade com Rodrigo Lanza!

Santiago, Chile – Das prisões chilenas, palavras de Marcelo Villarroel em memória de Sebastián Oversluij

14, dezembro, 2017 Sem comentários

via Mpalothia

CONTRA O TEMPO, O MEDO E A AMNÉSIA!

PELA EXTENSÃO DA MEMÓRIA INSURRECTA CONVERTIDA EM ATAQUE!

A 4 anos desde que Sebastián Oversluij Seguel, o Pelao Angry, foi  assassinado pelo guarda capanga do Banco Estado, William Vera, numa expropriação frustrada, na comuna de Pudahuel, zona oeste de Santiago/Chile.

Mais uma vez, a memória nos chama para combater o silêncio expressando claramente nossa posição frente a nossxs irmãxs e companheirxs caídxs no confronto direto com a ordem existente, seus/suas apoiadorxs e falsxs críticxs.

O Pelao Angry, como todxs que entregaram o melhor de si para ver cair a ordem do poder e da autoridade, são as sementes vivas que se multiplicam em todxs xs que desafíamos este mundo podre destinado a se autodestruir pela nociva toxicidade que emana o Estado-Prisão-Capital.

Não há tempo para ambiguidades nem eternos momentos de espera. A vida acaba dia a dia e o plástico inunda tudo. Não há lugar  do mundo isento da podridão imposta pelo complexo militar industrial que controla grande parte do planeta. E nossa consciência nos chama para atuar, a romper a imobilidade e o silêncio cúmplice e é aqui onde não podemos deixar de evidenciar os rastros desta guerra para a morte com o atual estado das coisas.

E nos acompanham neste choque cotidiano todxs xs que se atreveram a romper com a palavra fácil e a desculpa barata que justifica a inação e decidiram passar pra ofensiva empunhando as armas da vida na revolta como expressão inequívoca de um desafio aberto à ordem imposta por séculos de submissão e escravidão.

É nosso compromisso livremente auto-assumido: manter vivxs nossxs irmãxs e companheirxs através da luta cotidiana na revolta permanente como forma de viver no aqui e agora, nosso momento de liberdade.

Caminhamos com todxs xs que vivem e viveram para se atrever a desafiar o presente além de amiguismos e as necessárias diferenças. Reconhecemos o valor da coragem e da coerência. Em tempos de toxicidade reinante, se reivindica claramente aquelxs que foram pra ofensiva, arriscando tudo e sem o medo paralisante que gera todo tipo de desculpas e cria caricaturas que estimulam a fragmentação.

Em memória do Angry e de todxs nossxs mortxs que gozam de excelente saúde… Porque a resistência ofensiva é uma necessidade de combate anticapitalista-antiautoritário-insurrecional pela libertação total que não pode ser neutralizado nem sequer com a morte.

MEMÓRIA, RESISTÊNCIA, SUBVERSÃO!!!

ENQUANTO HOUVER MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!!

PRESXS ÀS RUAS: RUAS PARA A INSURREIÇÃO!!

Marcelo Villarroel Sepulveda
Presx libertárix
Kas-Stgo-Chile
10 dez. 2017

Chile – Atualização do julgamento dxs compas Nataly, Enrique e Juan

14, dezembro, 2017 Sem comentários

Recebido pelo correio eletrônico, traduzido e difundido as atualizações sobre o final do julgamento dxs compas Juan, Nataly e Enrique.

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Na segunda-feira, 11 de dezembro, começou o processo de “réplicas” do Caso Bombas 2, que consiste em discutir os argumentos mais “sólidos” da acusação contra xs compas, onde as acusações e respectivas defesas serão confrontadas.

Estima-se que este processo dure a semana de 11 a 15 de dezembro.

Quando as réplicas terminarem, há um período máximo de 48 horas (dias úteis) para que os juízes deem o veredicto final: declarar culpa ou inocência (nos termos do poder).

Fazemos um chamado para estar atentxs à data do veredicto, que é estimado entre a segunda-feira, 18 de dezembro e terça-feira, 19 de dezembro.

Lyon, França – Manifestação dia 17 de dezembro é proibida, mas mantida pelxs organizadorxs

14, dezembro, 2017 Sem comentários

via Secours Rouge


A manifestação internacional antifascista e anticapitalista que se realizaria no dia 17 de dezembro foi proibida pela prefeitura. Xs organizadorxs foram notificados dia 12 de dezembro por uma longa lista de razões para traçar as manifestações nos últimos meses, acusando xs organizadorxs de fazerem parte do “movimento da ultra esquerda” e de serem “conhecidos pela violência de suas ações”. O festival antifa é banido da mesma forma. Apesar das proibições, ambos os eventos estão mantidos.

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Rio de Janeiro, Brasil – Rafael Braga permanece preso

14, dezembro, 2017 Sem comentários

via Mídia 1508

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Rafael Braga permanece preso!

Rio de Janeiro, 12.12.2017 | Hoje foi realizado no TJRJ (Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro)  a seção de julgamento  do recurso impetrado pela defesa de Rafael Braga Vieira sobre a sua  absurda condenação de 11 anos e 3 meses por tráfico e associação. Ativistas e apoiadores acreditavam que era um momento importante no  processo do Rafael, no qual havia chances de reverter sua situação, o  que mais uma vez não aconteceu.

Por 2 votos a 1, Rafael permanece preso e sua condenação foi mantida assim como a pena de 11 anos. Apenas  um dos Juízes votou pela absolvição apenas da acusação de associação ao  tráfico, mas foi voto vencido. Como um voto foi divergente da decisão, a  discussão poderá ser levada para outra câmara nos próximos meses.

A repórter fotográfica e ativista Katja Schilirò foi presa por se manifestar contra a decisão. Ela apenas falou aquilo que todos nós sabemos, que o judiciário é uma instituição racista e por isso foi detida. O desembargador Luiz Zveiter pediu respeito à Câmara, a jornalista, com coragem e firmeza, afirmou: “não respeito vocês” e, em
seguida, recebeu voz de prisão.

Os ativistas da campanha afirmam “a luta continua”.

Em breve mais informações.

#LiberdadeParaRafaelBraga #JudiciárioRacista

Momento em que a jornalista é presa durante julgamento de Rafa…

Rio de Janeiro, 12.12.2017 | Momento em que a repórter fotográfica e ativista Katja Schilirò recebe ordem de prisão por se manifestar contra a decisão da manutenção da absurda condenação do jovem Rafael Braga Vieira. A jornalista apenas expressa o seu direito à manifestação e liberdade de expressão.O desembargador Luiz Zveiter pediu respeito à Câmara, a jornalista, com coragem e convicção, afirmou: "não respeito vocês (…) eu não respeito vocês" e, em seguida, recebe voz de prisão.A jornalista foi levada para a carceragem do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e encaminhada à 5°DP, onde foi obrigada a assinar um termo circunstanciado e vai responder em julgamento por desacato. Mas em liberdade. Katja foi liberada ontem à noite. #LiberdadeParaRafaelBragaMais info: http://bit.ly/2BUXqTp* atualizado 13.12

Posted by Mídia1508 on Dienstag, 12. Dezember 2017

Atenas, Grécia – Faixa solidária com xs detidxs no G20 na Universidade Politécnica

14, dezembro, 2017 Sem comentários

via Act For Freedom Now

Da Alemanha para a Grécia
Lutar contra a polícia
Solidariedade com xs manifestantes anti-g20
Procurado: Ralf Martin Meyer (chefe da polícia de Hamburgo)

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Atenas, Grécia – Reivindicação de ataque incendiário à centro da OASA

14, dezembro, 2017 Sem comentários

via Act For Freedom Now

Nas primeiras horas do sábado 02 de dezembro, atacamos o centro de coleta e emissão de cartões de viagem eletrônicos registrados da OASA (Athens Mass Transit System/Sistema de trânsito em massa de Atenas), na rua Thessalonikis 153, estação de Kallithea, com um artefato incendiário. A função acima foi assumida pela OASA, bem como a equipe de 2 empresas que se encarregam de instalar e operar os novos sistemas eletrônicos de controle no transporte público (catracas, bilhetes eletrônicos, etc.), LG CNS e GEK TERNA. Nossa intervenção resultou na destruição completa de equipamentos tecnológicos muito caros (computadores, scanners, impressoras de bilhetes especiais, etc.) que pertencem exclusivamente às empresas contratadas, bem como uma enorme quantidade de cópias de cartões de viagem eletrônicos registrados e de emissão de pedidos.

Nossa mensagem é clara: assim como vocês organizam nossa exclusão dos transportes públicos e quer controlar todos os nossos movimentos nas cidades, nós nos organizamos para destruir seus planos. Metodicamente, com raiva e um plano, organizamos seus piores pesadelos!

O ataque incendiário a uma estrutura principal dos planos da OASA-estado-empreiteiros é adicionado aos diversos movimentos ativos de resistência contra os sistemas de controle, vigilância e exclusão que foram criados recentemente nos transportes públicos. Contra a sua reestruturação, escolhemos realizar um ato direcionado com o objetivo de criar o maior dano possível, o maior custo possível para aqueles que recebem milhões de euros para organizar a exclusão de uma grande parte das classes sociais dos transportes públicos. Contribuir ativamente ao bloqueio da implementação de seus planos, promover ainda mais a luta social mais ampla para o transporte gratuito.

Enquanto o ministério dos Transportes prossegue o encerramento gradual das catracas nas entradas das estações de Metrô e as filas intermináveis ​​são formadas nas bilheterias, optamos por expressar nossa raiva. Em vez disso, em vez de legitimar os planos dos empreiteiros contra nossos interesses materiais diários, em vez de se tornarem vulneráveis ​​a inspetores e catracas, ao invés de pensar INDIVIDUALMENTE, escolhemos organizar e agir de forma COLETIVA. Escolhemos atacar e queimar os grilhões que nos oferecem. Escolhemos quebrar a extorsão em si e não negociar os termos de aceitação. Não nos importa nem um pouco com o “desconforto e a indignação dxs passageirxs” que correm para comprar o bilhete, esperando até 1-2 horas na fila. Nós não somos eles, não falamos em seu nome.
Estamos interessadxs ​​mais naquelxs que são expulsxs de estações e ônibus, porque elxs não desejam negociar sua necessidade diária de transporte.

Esta é a posição de que falamos, esta é a posição a partir da qual escolhemos atacar a condição de controle social e disciplina que domina dentro e de transporte público. Nós mantemos o ódio e a raiva dos investidores e extorquistas diariamente em nossas vidas, todos os tipos de inspetores, caguetas e policiais que vemos no nosso caminho. A OASA fez um anúncio no dia seguinte e mencionou que “as extensas e eticamente inaceitáveis práticas ​das redes de bilhetes falsos e a sangria dos bens  públicos terminaram e muitos terão que lidar com a verdade e a justiça”. Este jogo desempenhado pela OASA e pelo Ministério dos Transportes que tentam conectar o diverso movimento de resistência com redes e interesses alheios, é como já vimos antes e é ridículo.

Temos uma coisa a dizer: CALEM SUAS BOCAS!
Não há mais supervisores políticos do ministério dos Transportes, e muito menos Spirtzis (ministro dos Transportes) por causa de seu plano de fundo político-partidário, podem falar de redes e interesses obscuros quando se dirigem aos outros. Eles devem se olhar no espelho!

Primeiro deveriam falar dos órgãos de transporte público que foram criados e levantadas por décadas agora como reinos de empreiteiras e agências de emprego através de práticas de escravidão e mão-de-obra negra não remunerada de milhares de trabalhadores que limpam e protegem as estações terceirizando para outras redes. Em primeiro lugar, deveriam falar da sangria organizada dos bens públicos das empreiteiras nacionais de projetos públicos que continuam construindo cabines de pedágio em todos os lugares e as estruturas (portos, aeroportos, etc.) que foram construídos com o dinheiro e o suor de outras pessoas para que possam entregar a todos os tipos de empreiteiras e investidores à vontade.

RESISTÊNCIA ATIVA AO CONTROLE E VIGILÂNCIA DE NOSSAS VIDAS
TRANSPORTE GRATUITO PARA TODXS

FORÇA E SOLIDARIEDADE PARA XS MEMBROS DA LUTA REVOLUCIONÁRIA EM GREVE DE FOME NIKOS MAZIOTIS-POLA ROUPA

Anarquistas

Nápoles, Itália – Operação repressiva contra FAI/FRI

11, dezembro, 2017 Sem comentários

via Act For Freedom Now

O promotor de Nápoles, Catello Maresca, encarregado de uma investigação sobre associação subversiva ligada à FAI/FRI, exigiu que 20 companheirxs anarquistas sejam presxs e o Centro Studi Libertari, sede do grupo anarquista Louise Michel e o espaço anarquista 76/A sejam fechados.

O juiz rejeitou o pedido do promotor, este último fez recurso; este será realizado no dia 14 de dezembro no tribunal de revisão em Nápoles.

Anarquistas de Nápoles

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Maldonado, Uruguai – Ação no marco do Dezembro Negro

11, dezembro, 2017 Sem comentários

via Contra Info

Dias atrás passando pela cidade de Maldonado (território controlado pelo estado uruguaio) e entre tantas câmeras de vigilância, polícia, devoção pelo dinheiro e cidadãos-robôs aspirantes a burgueses (em termos econômicos por que em valores são), encontramos uma pixação numa parede em solidariedade com a floresta de Hambach, em território alemão, que está sendo ameaçada de ser cortada na sua totalidade para o arranque de uma mina de carvão de propriedade da multinacional RWE (indústria de gás natural e energia elétrica alemã) e onde há anos acampam e resistem à sua devastação. A mesma parede também dizia “fora UPM” (indústria de reflorestamento finlandesa que atua no território uruguaio) em rechaço à futura instalação da 3ª fábrica de celulose no território uruguaio. Assumimos que o lugar onde fizeram as pixações não foi uma questão de azar, uma vez que pertence a um escritório comercial da UTE (empresa estatal de energia elétrica), o que nos fez não só simpatizar com o escrito, mas chegamos a contribuir para a guerra contra a sociedade tecno-industrial. Então procedemos a fazer os materiais necessários para atacar a perna energética que permite que essa repugnante civilização continue funcionando.

Nas primeiras horas da madrugada do dia 8 de dezembro com Alexis Grigoropoulos e Pelao Angry em memória e com o coração bombeando forte nos nossos peitos pelos nervos/medos/raiva, quebramos uma janela do dito escritório e jogamos dentro uma garrafa cheia de combustível que pelo nosso erro (não molhamos o pavio suficientemente e se apagou quando jogado), não teve as conseqüências desejadas. Lições para a próxima sabotagem! De qualquer forma, não temos dúvidas de que no dia seguinte não devia ser outro dia, algo que queríamos deixar claro, nem todxs vão abaixar a cabeça e ficar paradx diante da destruição da Terra! Sabemos aqueles que tentamos quebrar seus vidros, suas máquinas, seu cimento, sua lógica, seus papéis, sua animosidade de superioridade e acima de tudo sua apatia generalizada.

Como cada ação que provoca sorrisos cúmplices naquelxs que estão atrás das grades ou sendo perseguidxs em qualquer canto do mundo, rompendo assim com o isolamento que eles querem impor, também vai para vocês! Força e integridade, não estão sozinhxs! E bem, sabemos que nas ruas não estamos todxs!

Rompa suas próprias barreiras, vença seus medos e não espere por ninguém, ataque-os como te seja possível!

Obstruíamos o Plano IIRSA e todo o seu avanço devastador!
Que o colapso seja iminente!

Rebanho de aves migratórias

Alemanha – Dia de solidariedade com a companheira presa Lisa

11, dezembro, 2017 Sem comentários

via Act For Freedom Now!

Em 21 de dezembro, chamamos para deixar fluir a imaginação e para expressar a solidariedade em suas múltiplas  formas. Mais uma vez, mostraremos que nossxs companheirxs presxs não estão sozinhxs, mas estão presentes e nas ruas com a gente.

Eles querem criar paredes ainda maiores, não só de concreto e ferro, mas também de solidão e isolamento. E essas paredes que queremos quebrar, com amor, carinho, raiva e solidariedade pela nossa companheira Lisa.

Você pode enviar fotos, desenhos, áudios e vídeos para solidaritatrebel@riseup.net

Receber uma sentença não implica que a pessoa encarcerada esteja “apenas” à mercê do sistema prisional. A máquina política e judicial do Estado continua a investigar, observar, analisar e decidir sobre o destino dxs presxs. Especialmente quando x presx ficou de joelhos pedindo piedade na frente do tribunal, não se humilhou com algum tipo de gesto visto pelo inimigo como “reconciliação”, as maneiras pelas quais o sistema de justiça pode demonstrar que não acabaram com ela ainda são inúmeras. A recusa de cooperação com a polícia é considerada prova de culpa e pode ser usada para manter a investigação aberta por tempo indeterminado. O silêncio e a dignidade diante dos carrascos e suas acusações são considerados ocultação do crime e podem gerar novas investigações.

Além disso, ser socializado como mulher e não reproduzir os papéis atribuídos, neste caso, por exemplo, ter uma atitude rebelde ou uma posição não submissa em relação à instituição, gera múltiplas sentenças que vão além de uma convicção a nível jurídico, uma vez que também existe a intervenção das condenações morais e sociais, inerente ao quadro patriarcal, que está enquadrando o prisioneiro nas circunstâncias da prisão.
Continuar a expressar suas convicções e ideias políticas dentro dos muros e não negar quem você é é considerado uma falta de arrependimento e um argumento para o porquê uma sentença de prisão não é suficiente.

E quando o arsenal legal está esgotado em uma sentença “razoável”, isto é, suficientemente pesada para acomodar a acusação, mas a ética da pessoa encarcerada permanece intacta, o sistema de justiça não hesita em atacar as relações com o mundo exterior, os laços familiares, vínculos sentimentais e amizades. Além do concreto, das barras de ferro, das luzes artificiais e das câmeras de segurança que não só eliminam a vida, mas também sufocam-na, elas adicionam montanhas de papel que devem ser percorridas para obter um contato humano simples com as pessoas próximas a você. Solicitações, permissões, autorizações, adiamentos, que colocam a vontade de não se sentir derrotada no teste.

No dia 7 de junho, Lisa, nossa companheira anarquista, foi condenada pelo tribunal de Aachen (Alemanha) a sete anos e meio de prisão por roubar um banco. Neste momento, estamos aguardando o resultado de um recurso escrito pelxs advogadxs que, se aceito, envolverá uma revisão da sentença e implicará que o caso será levado ao tribunal novamente. Portanto, nossa companheira ainda é mantida em prisão preventiva na prisão de Colônia. Devido a uma doença que durou vários meses, sua mãe morreu no início de novembro. Durante esse período, o promotor e o juiz, alegando “risco de voo”, negaram-lhe a possibilidade de visitar sua mãe no hospital e também a permissão para estar presente em seu funeral.

O inimigo não usa apenas a argumentação jurídica, mas emprega muitos mecanismos mais insidiosos. Como em tantos outros casos, quando a sede de vingança do sistema de justiça não está satisfeita com uma sentença de prisão simples, por mais grande que seja, é a pena de prisão, o inimigo continua a ser de olhos de gavião, procurando por cada suposta fraqueza dx presx em ordem de enviá-lx. É claro que este é um meio puramente vingativo, uma resposta à atitude firme e não colaboracionista da companheira. Uma punição adicional, inventada para agravar a já duradoura sentença de confinamento; mais uma tentativa de fazê-la curvar-se, desta vez visando sua vida privada e circunstâncias pessoais. Uma lógica, nada de novo, de chantagem judicial com o objetivo de minar sua coerência e convicções políticas.

Eles querem criar paredes ainda maiores, não só de concreto e ferro, mas também de solidão e isolamento. E essas paredes que queremos quebrar, com amor, carinho, raiva e solidariedade para nossa camarada Lisa.

Com o ódio pelo inimigo.
Nós não esquecemos. Nós não perdoamos.

Algumxs companheirxs anarquistas.

solidaritatrebel.noblogs.org