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Arquivo de dezembro, 2017

Uruguai – Solidariedade com xs perseguidxs pela operação Erebo no Brasil

8, dezembro, 2017 Sem comentários

Recebido via correio eletrônico e traduzido.

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Desde 24 de outubro uma nova operação repressiva e de intimidação contra o movimento anti-autoritário e anarquista em geral na cidade de Porto Alegre, atacando casas particulares, centros sociais, ocupações, bibliotecas e espaços anarquistas.

As ações da polícia civil, a imprensa e seu espetáculo midiático também levaram à elaboração da montagem perseguidora com a intenção de gerar medo, isolando as lutas e as solidariedades, gerando o contexto para que se intensifiquem as perseguições, as prepotências e o assédio contra companheirxs e pessoas próximas.

Fazendo novamente uma releitura maliciosa da mitologia grega, é realizada pela polícia civil do estado do Rio Grande do Sul esta operação denominada Erebo, nos últimos acontecimentos de 30 de novembro (novas incursões e buscas) presume-se que a polícia federal também participa das investigações.

Somando-se à perseguição histórica levada a cabo contra as idéias e as práticas anarquistas e anti-autoritárias. Os meios de comunicações dão conta da possibilidade da aplicação da lei antiterrorista recentemente aprovada no Brasil.

Acreditamos que é necessário visibilizar a situação que se está sendo vivida nos espaços sociais e em qualquer lugar que esteja posicionado em resistência.  

Encorajamos a manter-se atentxs aos acontecimentos e se solidarizar com xs compas insubmissxs perseguidxs pelo estado de brasileiro.

Mão estendida axs companheirxs, punho fechado ao inimigo!!
Solidariedade anarquista!!!

Roma, Itália – Ataque explosivo contra delegacia de polícia

8, dezembro, 2017 Sem comentários

a partir da tradução Insurrection News, via Croce Nera Anarchica

Em tempos de paz social e conformidade, não há melhor resposta do que a ação. Um estímulo, uma continuidade e uma sacudida para acordar aqueles que dormem.

Atuar por iniciativa própria quebra a comfirmadade e a inação e inflama aquelxs cujo sangue ferve.

A práxis anárquica do ataque deve ser o estímulo básico da anarquia, caso contrário é umx mortx. Ação é necessária para nos tornar vivxs nas formas que consideramos oportunas, removidas de todos os programas, estruturas hierárquica e vertical. Muitas práticas revolucionárias fazem parte de um anarquismo nas suas entranhas.

Decidimos levar nossas vidas em nossas próprias mãos, rompendo a paz opressiva que nos rodeia.

Na noite de 06 pra 07 de dezembro, colocamos uma garrafa de aço contendo 1,6 kg de explosivos fora do quartel da carabinieri no distrito de San Giovanni, em Roma.

Nossas atenções voltaram-se para os principais guardiões da ordem mortal do capitalismo: a polícia. Sem eles, os privilégios, a arrogância e a riqueza acumulada pelos proprietários não seriam nada. Porque eles sempre tiveram a função de reprimir, encarcerar, deportar, torturar e matar aqueles que, por escolha ou necessidade, se encontram fora de suas leis.

A luta contra o estado não é simples e não pode ser reduzida a fórmulas mágicas. Mas os objetivos estão lá e você nem sempre pode fazer teorias e falar de conveniência. Todx indivídux livre por vontade e necessidade coloca a teoria em ação, aqui e agora. Não há delegação na luta pela liberdade.

O que teria sido nesses anos se uma minoria incendiária não tivesse apanhado a tocha da anarquia? Se essxs companheirxs esperassem tempos melhores? O presidente da Comissão Européia, cujo natal foi arruinado, sabe algo sobre isso. Ele sabe algo sobre o vampiro da Equitalia e foi mutilado por uma das suas garras.* O feiticeiro de Ansaldo Nuclear deve ter sentido o calor da tocha da anarquia nas pernas.**

Hoje tomamos a tocha da anarquia, amanhã será outra pessoa. Enquanto você não desligar!

Quem quer assistir continuará a assistir. Quem quer justificar politicamente, não agir continuará a não fazê-lo. Não esperamos nenhum trem de esperança, não aguardamos momentos melhores. As condições se movem com o confronto. O movimento é como se atuasse, caso contrário, permanece imóvel. A libertação dx indivídux da autoridade e da exploração é realizada por aquelxs diretamente envolvidxs.

No entanto, aquelxs que atacam são impulsionadxs por um impulso contagioso. Isso significa propaganda da ação.

Contra policiais, políticos e seus ladrões. Contra os engenheiros da ciência e da indústria. Contra todos os mestres, mas também contra todos os servos. Contra as fileiras de cidadãos honestos da sociedade prisional.

Não estamos interessadxs ​​em perder tempo e energia na crítica dos reformistas… Embora não nos consideremos uma minoria elitista, como anarquistas, temos nossas ações e nossas demandas. Nossa propaganda. Todx  indivídux e grupo de afinidade desenvolve e intensifica suas experiências na união fraterna. Sem especialização e sem querer impor um método. Deixa cada umx encontrar o caminho através da ação. A organização hierárquica estruturada além de matar a liberdade dxs indivíduxs também é mais vulnerável à reação da opressão.

A organização anarquista informal é o instrumento que consideramos mais apropriado neste momento, para essa ação específica, porque nos permite manter nossa individualidade irredutível, o diálogo com outrxs rebeldes através da reivindicação de responsabilidade e, finalmente, a propaganda transmitida pelo eco da explosão.

Não se destina a ser uma ferramenta absoluta e definitiva.

Um grupo de ação é criado e desenvolvido através do conhecimento, através da confiança. Mas outros grupos e indivíduxs podem compartilhar, até temporariamente, um projeto, um debate, sem se conhecer pessoalmente. Elxs se comunicam diretamente através da ação.

A ação destrutiva direta é a resposta lógica à repressão. Mas não apenas. A praxis anarquista também é um avivamento, uma proposta que vai além da solidariedade, quebrando a espiral da repressão-ação-repressão. As ações de solidariedade são impotentes, mas não podemos limitar-nos à crítica, por mais armada que seja, de alguma operação opressiva ou processo.

Xs companheirxs presxs fazem parte da luta, elxs nos dão um lado e nos dão força. Mas é necessário agir e organizar. O avanço do desenvolvimento tecnológico, as políticas de controle e repressão não proporcionam muito espaço para avaliação sobre o que fazer. A vida e a repressão na metrópole estão sendo redesenhadas. Movendo e atuando pode se tornar cada vez mais complicado.

Ao contrário dos “choques” frequentemente anunciados por um certo antagonismo, a imprevisibilidade é a melhor arma contra a sociedade de controle. Acerte onde eles não esperam você. Hoje, atingimos o coração da capital militarizada para desafiar os delírios da segurança. Amanhã, quem sabe, talvez nos subúrbios onde você menos espera. Nós não fazemos tréguas, escolhemos nossos próprios tempos. Este sempre foi o princípio da guerrilha metropolitana. Com a diferença de que a célula de conspiração informal não conhece hierarquias ou direções estratégicas. E é por isso que é ainda menos previsível.

O Estado italiano está na vanguarda das políticas repressivas e militares. Por localização geográfica, muitas vezes é chamado a fazer o trabalho sujo para defender as fronteiras da Fortaleza da Europa.

Os últimos acordos entre o ministro Minniti*** com os sangrentos coronéis líbios são evidências recentes. Alcançando o número de escravxs necessárixs, “vamos aproveitá-los em casa”, bem como permanecer popular ainda é uma boa pechincha.

Na noite passada, trouxemos a guerra para a casa do ministro Minniti. Os que estão de uniforme que são diretamente responsáveis, os que obedecem, mantendo o silêncio e silenciando aquelxs que não o fazem. Eles receberam um pequeno gosto do que eles merecem.

Com esta ação, lançamos uma campanha internacional contra os representantes, estruturas e meios de repressão. Qualquer pessoa pode contribuir com esta campanha usando quaisquer ferramentas que considerem mais apropriadas.

Célula Santiago Maldonado
Federação Anarquista Informal-Frente Revolucionária Internacional

Dedicamos essa ação ao companheiro anarquista sequestrado e morto pelos capangas da Benetton na Argentina. Que venha o dia em que os opressores finalmente desaparecerão da face da Terra.

*refere-se a uma carta-bomba enviada em 2003 por uma célula da FAI-FRI para o lar do presidente da Comissão Europeia, Romano Prodi. Prodi abriu o pacote em sua casa, mas a explosão subsequente não resultou em ferimentos graves.

**refere-se ao ataque de 2012 contra o presidente-executivo da Ansaldo Nuclear, Roberto Adinolfi, pela Célula Olga  FAI-FRI, no qual Andinolfi estava de joelho.

***Marco Minniti, ministro do Interior.

Paris, França – Okupa condenado a 1 ano de prisão por “roubo”

6, dezembro, 2017 Sem comentários

via Act For Freedom Now

Na terça 24 de outubro de 2017, várixs companheirxs tentaram entrar em uma casa vazia para fazer dela sua casa, mas a propriedade estava equipada com um sistema de alarme. Todxs xs companheirxs conseguiram fugir, exceto um, que foi preso e detido. Os policiais lançaram uma investigação por roubo, mesmo que a casa estivesse desocupada e os próprios proprietários reconhecessem que nada havia sido tomado.

O camarada preso, Alfidel, não tem documentos e não tem como provar sua identidade. Ele recebeu um julgamento imediato no TGI de Créteil e condenado imediatamente a um ano de prisão por roubo sem itens roubados e atualmente está preso em Fresnes, com um pedido de apelação.

* Sobre Alfidel *

A prisão de Alfidel é o último capítulo de sua vida turbulenta, no qual ele teve que lutar constantemente contra a opressão por sucessivas autoridades.

Nascido no Chade na década de 80, enquanto ainda era menor, participou de uma rebelião contra o ditador Idriss Déby. Gravemente ferido e parcialmente tratado por isso (ele ainda sofre os efeitos de seus ferimentos), ele foi preso até que os grupos tomassem o controle da capital, N’Djaména, e abriram os portões da prisão. Ele escapou para a Líbia, mas a guerra civil e a queda de Gaddafi o forçaram a fugir novamente, especialmente porque os negros foram severamente perseguidos por sua colaboração com o ditador líbio (na verdade, Idriss Déby havia enviado tropas do Chade para apoiar seu companheiro).

Chegando na Europa pela Itália, Alfidel acabou na França. Ele reivindicou asilo, mas foi recusado, como é o caso da maioria dos requerentes de asilo na França: em 2016, 71% dos pedidos foram recusados em primeira instância, 62% em recurso (fonte OFPRA). Todos recusaram se tornar sans-papiers (sem documentos).

Chade é um país onde ser umx adversárix políticx coloca você em risco de ser mortx, mas como Deby é um aliado firme da França, não é classificado como um país perigoso. A França usa o Chade como base para consolidar o poder na região e enviar várias missões de “manutenção da paz” nos países vizinhos. Em contrapartida, a França fornece armas, treinamento e poder militar quando o regime de Deby torna-se vulnerável, como fez com os governos anteriores. Nos contextos de conversas sobre “pontos quentes” (centros de detenção e triagem de migrantes) no Níger e no Chade, Macron recentemente reafirmou que o Chade é um país seguro. Enquanto isso, os ataques de Boko Haram apenas reforçam a legitimidade percebida da presença regional da França aos olhos da ONU.

Um número significativo de refugiadxs “certificadxs” nunca recebem qualquer acomodação a que tenham direito legalmente, e aquelxs que procuram asilo quase nunca fazem. Xs requerentes de asilo recusadxs ​​se encontram sem solução. Desta forma, Alfidel encontrou-se okupando junto com outrxs chadianxs de vários estados legais, bem como estudantes, desempregadxs e pessoas precárias que constituíam o coletivo ‘Francs-Tireurs’ em La Courneuve e o ‘Maison Rouge’ em Saint-Denis.

Nosso camarada, estrangeiro, sem documentos, e quase sem recursos, encontra-se em uma situação extremamente frágil. Ele está particularmente exposto a esta “justiça” classista e racista do estado que condena xs negrxs, xs pobres, xs sem-teto e outras minorias o tempo todo. Alfidel enfrentou uma figura eminente dessa justiça, Hoc Pheng Chhay, do tribunal de Créteil, que depois de dar sua palestra, envia os réus à prisão sem se preocupar em ouvir seus advogados falarem. Este juiz particularmente severo tem o hábito de dar sentenças privativas de liberdade por delitos triviais, tanto que até os diretores da prisão se queixaram.

Enquanto estava em custódia, Alfidel também recebeu um OQTF (Obligation de Quitter le Territoire Français – um pedido para sair da França) e uma proibição de retorno por um ano. Em geral, os OQTFs podem ser contestados dentro de 15 a 30 dias, mas neste caso, ele só recebeu 48 horas para apelar. Esta pequena janela em que apelar torna impossível na prática desafiar, e o caso de Alfidel foi rejeitado. Para o nosso camarada foi uma dupla sentença, a ordem de deixar a França limitando a esperança de qualquer libertação antes da sua audiência de recurso.

A repressão atingiu nosso camarada Alfidel, mas também atinge severamente todxs aquelxs que respondem à sua miséria material por meio da organização e solidariedade.

O apoio material, jurídico, financeiro e moral ao nosso camarada é necessário. Um coletivo reuniu-se e proporá várias iniciativas e discussões com aquelxs que experimentam a mesma violência repressiva dos policiais, a lei e a prisão. Haverá um jantar de solidário dia 09 de dezembro a partir das 12h na Cantine des Pyrénées (77 rue de la Mare, no 20e arrondissement de Paris) para coletar dinheiro para Alfidel e para honorários legais. Às 14h, o coletivo se reunirá para discutir os próximos passos, particularmente em relação ao apelo.

As doações serão enviadas mensalmente para Alfidel na prisão por Kalimero, o fundo de solidariedade para presxs da guerra social.

*Para escrever para Alfidel:

Alfidel ABAKAR
n° écrou 995197
cellule 436, division 3 nord
Centre pénitentiaire de Fresnes
Allée des thuyas
94 261 FRESNES CEDEX

Liberdade para Alfidel e todxs xs outrxs!
Sem documentos para ninguém e lugares para todxs!

Fechem as prisões!
Abram as okupas!

– o Coletivo de Solidariede de Apoio a Alfidel

Santiago, Chile – Ação em memória de Sebastián Oversluij e em solidariedade com o compa preso Alejandro Centoncio

6, dezembro, 2017 Sem comentários

via Insurrection News

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No primeiro dia de dezembro às 00:00 hora, foi realizado na periferia de Santiago, ação direta incendiária, em comemoração da morte do companheiro Angry Overluij e em solidariedade combativa com o companheiro Alejandro Centoncio preso na antiga penitenciária há 8 meses por porte de artefato incendiário.

Esta ação foi realizada com o levantamento de barricadas e enfrentamento, o qual tem como objetivo ampliar e multiplicar o chamado à solidariedade combativa com nossxs companheirxs presxs e caídos em combate.

Morte ao E$tado e à sociedade carcerária!

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Santiago, Chile – Palavras de Juan e Nataly antes do final do julgamento no chamado “Caso Bombas 2”

6, dezembro, 2017 Sem comentários

via Publicación Refractario


Uma  nova abordagem axs indivíduxs em conflito permanente com o poder e axs compas solidárixs em qualquer lugar do globo.

A mais de 3 anos da nossa prisão e mais de 8 meses em julgamento oral pelo denominado “caso bombas 2”

O tempo passado na prisão enfatiza em cada momento o significado da vida que escolhemos de forma consciente desde que sentimos a necessidade de enfrentar esta realidade de extermínio e devastação com suas relações de poder e submissão, para viver de verdade, nos aproximamos inevitavelmente para algum fim…

Estamos presxs há mais de 3 anos por assumir nosso posicionamento contra o sistema de dominação, sem nenhum remorso por isso. Como não podíamos negar a nós mesmxs, ainda menos o que significa esta luta contra o poder, na qual muitxs compas foram tiradxs de nós, sendo para nós uma necessidade de mantê-lxs presentes dos pensamentos aos atos, para continuar sendo cúmplices, destruindo as fronteiras do tempo e espaço.

Há mais de oito meses, foi realizado um julgamento contra nós, do qual claramente não nos sentimos parte, já que sabemos há muito tempo que somos xs únicxs donxs de nossas existências, não importa onde estivéssemos. Vindo diariamente para este lugar significa sentir ainda mais o confinamento físico, sendo algemadxs, em pequenas jaulas e ataques diariamente. Apesar disso, ficamos todo esse tempo tão perto  quanto não pudéssemos estar em mais de dois anos de prisão.

Lhes contamos que nos encontramos perto do dinal do julgamento, a 01 ou 02 semanas aproximadamente. Esperamos seu fim de uma vez por todas, já que o período deste processo foi devido ao espírito do promotor para apresentar sua “prova” até o cansaço… (7 meses foi sua exposição), sabemos que este caso é bastante fantasioso na realidade.

Do visto e ouvido aqui somos finalmente acusadxs:

  1.  Ataque explosivo em 08/09/2014 no subcentro da escola militar (acusam Juan). Ataque que deu aviso à polícia (número 133), de acordo  com elxs com apenas 3 minutos antes da detonação. Informação da qual não duvidamos que exista manipulação, porque, após o aviso, nenhum procedimento policial foi adotado, nem mesmo este aviso foi informado. Feito com as consequências de feridxs já conhecidas.
  2. Ataque explosivo em 13/07/2014 na estação terminal de metrô Los Dominicos, atribuindo o artefato mais de 10 minutos depois de ser encontrado por um empregado do metrô sobre um assento do metrô. (acusam Natal e Juan)Estas duas ações foram reivindicadas pelxs compas da Conspiração das Células de Fogo.
  3.  Atentado explosivo em 11/08/2014, artefato colocado embaixo de um carro particular de um policial, este no estacionamento ao lado da 1ª delegacia do centro de Santiago. (acusam Nataly e Enrique de “facilitar” o artefato a Juan, que acusam de colocador).Em princípio, Juan também foi acusado de colocar um artefato explosivo na 39ª delegacia do Bosque. No mesmo 11/08/2014 em um horário em que só diferia por volta de 10 minutos da explosão na 1ª delegacia, lugares separados por uma distância exageradamente maior no tempo… situação que insultava a lógica e só era possível na imaginação do promotor, então essa acusação foi finalmente retirada, no entanto ele usou este fato como um tipo de prova durante todo o julgamento.

    Ambas ações foram reivindicadas pela Conspiração Internacional Pela Vingança.

  4. Nataly e Juan são acusadxs de porte de pólvora negra.O Ministério Público, e não só elxs, tentam nos condenar e condenar esses feitos sob a lei antiterrorista e a vala que são suas prisões pedindo prisão perpétua a Juan, 20 anos e 1 dia para Nataly e 10 anos e 1 dia para Enrique.

    Este processo só busca por sua natureza repressiva, policial, midiática, judicial e prisão, ser um golpe e mais uma demonstração de força contra xs indivíduxs que negam seu poder.

    Este é um “processo” que, desde nossa prisão em 18/09/2014, contou com mais de 2000 policiais para nos prender, em meio de uma festa midiática. Policiais de diversas instituições como GOPE, LABOCAR, DIPOLCAR, PDI, entre outras, muitas das quais participaram neste julgamento como testemunhas e/ou peritos, com relatórios lugares dos eventos (pela GOPE), coleta de evidências (pela LABOCAR e DIPOLCAR) e inteligência da Carabineros responsável por este caso.

    Com as perícias como o DNA, tentam nos vincular a esses fatos, DNA de mesclas complexas, no limite de detecção e outras complicações técnicas que não entregam nem tem nenhuma certeza científica, é mais, apenas a interpretação parcial, tendenciosa e até a manipulação da evidência pela LABOCAR, como vimos nesse julgamento. Além de buscar subjetivamente justificar através do nosso posicionamento, uma relação com os fatos. Fatos sobre os quais argumentamos não ser autores, mas que para o Ministério Público é um elemento extremamente importante devido à imprecisão de sua acusação.

Hoje, temos a necessidade de não ceder frente aos golpes de nossxs inimigxs e responder a cada compa solidárix e ação que esteve conosco neste confinamento, de diferentes lugares do globo, Argentina, Brasil, Grécia, para mencionar alguns. Suas distintas formas de coordenação e propagação do conflito são fundamentais para aquelxs que vivem na prisão, e hoje queremos abraçá-lxs novamente.

Ainda temos claro que nada do que elxs pretendam determinar, será suficiente para acabar com nossos desejos de liberdade. A liberdade dxs compas presxs, e a própria necessidade de sua destruição são parte de nossos planejamentos e objetivos, pde modo de tocar e colidir com estes muros não podem reforçar  esta necessidade…

Hoje queremos saudar

Fraternalmente a Byron Robledo, compa atropelado por um motorista miserável da transantiago em defesa da propriedade dxs ricxs. Romper a passividade e solidarizar com Byron!!!

Um abraço à distância com o companheiro Konstantinos Yagtzoglou, sequestrado em Atenas, acusado de atentar contra o primeiro ministro e empregado do FMI Loukas Papadimos.

Solidariedade insurrecta com xs companheirxs da CCF, e um abraço cúmplice a Freddy Fuentevilla, Marcelo Villarroel e Juan Aliste, sempre atentos e dispostos a solidarizar.

Recebemos com alegria a liberdade de Hans Niemeyer e Javier Pino.

Da mesma forma, a saída da prisão dxs 8 comuneros mapuches na denominada operação huracán e o os comuneros absolvidos pelo caso LuchsingerMckay.

Dos muros da prisão de San Miguel Nataly Casanova e desde o CDP Santiago Sur (ExPenitenciaria) Juan Flores.

Chile – Cartaz dos 10 anos do começo da caçada no caso de security

6, dezembro, 2017 Sem comentários


CAMINHAMOS ORGULHOSXS PELO CAMINHO DA GUERRA SOCIAL
AVANÇAMOS FIRMES PARA A LIBERTAÇÃO TOTAL
ATÉ DESTRUIR O ÚLTIMO BASTIÃO DE SOCIEDADE CARCERÁRIA
ENQUANTO EXISTIR MISÉRIA, HAVERÁ REBELIÃO!!
JUAN ALISTE, MARCELO VILLARROEL, FREDDY FUENTEVILLA
E TODXS XS PRESXS DA GUERRA SOCIAL À RUA!!!!

Brasil – Últimas atualizações sobre a Operação Érebo em Porto Alegre

5, dezembro, 2017 Sem comentários

Antes que nada, não existem compas detidxs. Esclarecemos isto já que a informação de ontem (04/12) alertou todxs nós porém agora confirmaram que não existe nenhumx compa detidx.

Aproveitamos esta comunicação para informar que as buscas e apreensões continuam em Porto Alegre e na área metropolitana. O fato de que estas buscas não sejam midiatizadas como foi a primeira deixa nos parcialmente desinformadxs. Há compas que tem maior acesso a informação que facilitam solidariamente as noticias o qual ajuda muito. Ainda com isso é importante, e isto vai como autocrítica, não seguir o ritmo imediatista das redes sociais que as vezes provocam uma onda de alarma. Sobretudo em momentos onde há compas que ainda tem que confrontar-se com invasões e onde ainda não sabemos a magnitude do contragolpe estatal.

Também queremos insistir em que esta razia tem suas próprias particularidades mas, enquanto anárquicxs que somos, não precisamos ter (e esperamos não ter) compas detidxs para seguir manifestando nosso abraço solidário.

Desde o Sul…

Algumxs anárquicxs.

Santiago, Chile – Almoço solidário para Marcelo Villarroel Sepúlveda

5, dezembro, 2017 Sem comentários

Estendemos o convite para um almoço solidário para Marcelo Villarroel, sábado dia 09 de dezembro a partir das 13:00 horas, no Espacio Elefante Blanco (Luis Infante Cerda #5500, Estación Central)

Haverão duas opções de comida, um delicioso bolo de batata ou um prato de macarrão à bolonhesa, além de uma salada e suco/chá. Toda a comida desse dia é livre de ingredientes animais! Também contaremos com o sorteio de uma rifa solidária, cujos prêmios incluem uma torta vegana, terapias naturais, comida vegan salgada, mandalas, set de livros e muito mais!

Que a solidariedade não seja uma palavra que morra na boca!

Xs esperamos todxs para compartilhar!

Até destruir o último bastião da sociedade carcerária!

Presas e presos em guerra na rua.

Bloomington, Estados Unidos – Publicação Plain Words número 4 disponível

5, dezembro, 2017 Sem comentários

plainwords4

A edição de inverno 2017/2018 da Plain Words! Desta vez, apresentamos artigos sobre presxs anarquistas e resistência do grande júri, redes sociais e televisão como obstáculos à revolta, eco-ação local, resistência animal à tecno-sociedade e memória como arma.

[Para ler e imprimir] / [Para imprimir]

A publicação está e inglês.

Bolton, Inglaterra – Garagem da Porsche incendiada

2, dezembro, 2017 Sem comentários

via Fire On The Horizon


Mais de 20 Porsches foram queimados ou danificados durante um ataque incendiário que ocorreu numa garagem em Bolton, no dia 06 de novembro. Três dos carros de luxo foram queimados e o resto danificado pelo a fumaça em um incêndio enorme que levou horas para se extinguir. Os carros estavam sendo armazenados lá pela Porsche Centre, uma das principais lojas do país, da escória corporação global que polui a terra que habitamos, não importa o excesso de riqueza que é necessário para comprar um de seus carros.
Mais de 50 bombeiros foram mobilizados para controlar o fogo na garagem. Estima-se um prejuízo de mais de 3 milhões de euros.

 

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