2017 – Revoluções de ano novo
Uma compilação de algumas revoltas anarquistas e anticapitalistas em 2017
Uma compilação de algumas revoltas anarquistas e anticapitalistas em 2017
Faixa colocada na Universidade Politécnica em solidariedade com Lisa, acusada de roubo de banco na Alemanha. Nela pode ser lido: “Liberdade para Lisa acusada de assalto a banco na Alemanha – Fogo a todas as prisões! Pela revolta social!”
Hoje, 21 de Dezembro, respondendo à chamada internacional de solidariedade com a companheira Lisa – acusada de roubo de banco em Aachen, na Alemanha – decidimos colocar uma faixa na Universidade Politécnica, em Exarchia, Atenas.
No dia 7 de junho passado, Lisa foi condenada a 07 anos e 06 meses de prisão tanto pelo juiz como pelo procurador de Aachen. Agora está à espera da resposta à apelação feita por seus advogados. Se o tribunal a aceitar, significa que terá um segundo julgamento.
O fato da nossa companheira estar na prisão nos deixa ainda mais putxs, mas sabemos que toda essa vingança do estado nos deixará mais fortes a cada dia, reafirmando as nossas idéias.
Vamos continuar lutando, lembrando-nos de todxs xs nossxs companheirxs na prisão. Temos claro na mente quem são xs nossxs inimigxs. Esta é a nossa decisão, lutar contra os estados, polícia, juízes, ministério público e todxs aquelxs que fazem parte do sistema que está tornando as vidas das pessoas miserável. Não vamos parar, isto é sobre a nossa vida, isto é sobre as nossas lutas!
Este é um pequeno sinal de solidariedade com a companheira, mas também uma reivindicação para que se continue com a luta dentro das prisões tal como nas ruas. Nunca deixaremos nenhumx companheirx sózinhx nas mãos do estado.
Até que todxs sejamos livres, força, fogo, amor e luta!
Queremos ela livre, queremos ela nas ruas!
Pela Anarquia!
Para escrever a Lisa:
Lisa, nº 2893/16/7
Justizvollzuganstanlt (JVA) Köln
Rochusstrasse 350
50827 Köln (Germany)- Alemanha
Fonte: Contra Info
CHAMADA PARA UM DIA DE SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL COM XS ACUSADXS DO DIA DA POSSE – 20 DE JANEIRO DE 2018
Em 20 de janeiro de 2017, dezenas de milhares de pessoas receberam a posse do presidente Donald Trump com grandes protestos, que iam de bloqueios criativos a ações militantes de rua. Entre as manifestações daquele dia havia um bloco anticapitalista e antifascista conduzido por faixas, onde se podia ler “Nenhuma transição pacífica” e “Que os racistas voltem a ter medo”. Em resposta ao protesto, a polícia atacou-xs violentamente e cercou cerca de 230 pessoas, detendo-as por alegadamente terem cometido danos materiais ou por estarem próximas dessas ações.
Depois de uma série de acusações formais e de manobras legais, cerca de 200 pessoas foram acusadas de seis crimes (cinco casos de danos materiais e incitação a motim) e duas contravenções (participação em motim e conspiração para motim). Isto significa que cada uma dessas pessoas enfrenta uma pena 61 anos de prisão.
Este caso sem precedentes é importante porque é uma tentativa por parte do governo dos Estado Unidos de reprimir os protestos disruptivos que surgiram espontaneamente em resposta à eleição de Trump. As acusações estão destinadas a sufocar a resistência ativa e a enviar uma mensagem de que a resistência não será tolerada, num momento em que é necessária mais do que nunca. Em muitos aspectos, este caso é uma experiência quanto à expansão dos poderes repressivos do Estado, com procuradores que tentam incriminar todxs como um grupo pelo mesmo punhado de janelas quebradas com base apenas na presença. Além disso, a polícia e outros agentes do Estado estão tentando redefinir a mais básica organização política – realizar reuniões, planejar protestos e a participação nestes como um grupo – como um ato de conspiração. Isto faz parte de uma tendência contínua, tanto nacional como internacional, de um aumento da repressão, que tem como alvo os movimentos sociais nos supostos Estados “democráticos”. Se o Estados Unidos tiverem sucesso na condenação dos movimentos sociais desta forma, isso certamente encorajará outros governos a fazerem o mesmo.
À medida que o governo de Trump contribui diariamente para que o mundo esteja cada vez mais à beira de uma calamidade, é importante apoiar aquelxs que no Estados Unidos arriscaram a sua liberdade para se oporem a ele desde o seu primeiro dia no governo. Os protestos do dia da posse deram o tom de muita resistência que se seguiria e garantiram que governo de Trump e os seus aliados de extrema-direita não ficariam sem oposição. Mais tarde, por todo o país, as pessoas usaram a ação direta para fechar quase todos os aeroportos internacionais, num protesto histórico que travou temporariamente as políticas anti-imigração e islamofóbicas do novo governo. Continuando esta luta no tribunal, a maioria dxs acusadxs estão trabalhando juntxs para responder politicamente a essas acusações e estão usando este caso como forma de fortalecer os laços entre diferentes lugares e diferentes lutas.
Como resposta, esta é uma chamada para um dia de solidariedade internacional dia 20 de janeiro de 2018. As ações solidárias vindas de todo o mundo aqueceram os corações dxs acusadxs, numa altura em que enfrentam uma intensa repressão. Além disso, são parte de uma prática política que reconhece que estamos envolvidxs numa luta comum que transcende as fronteiras. Pedimos solidariedade não como um ato de caridade, mas como gesto para a cumplicidade comum no esforço de resistir ao governo Trump e ao futuro que pretende impor.
Fonte: Contra Info
Já está nas ruas e na rede o segundo número da monografia sobre a repressão ao anarquismo no Estado espanhol. A monografia analiza e atualiza o período repressivo vivido pelo anarquismo ibérico entre 2013 e 2016, a partir da operação facebook e a operação columna ou caso mateo morral, até os titereiros, passando pelas distintas operações pandora, piñata e ice e repassando também o contexto internacional e como tem sido e está sendo a repressão nos países vizinhos (em especial Itália e Grécia), e segue abordando a solidariedade e a resposta da esfera anarquista.
Índice:
– Arquitetura, mitologia, folclore e operações antiterroristas
– Desenvolvimento de uma tentativa de justificar o injustificável
– O fenômeno terrorista como arte de governar: a Paz em nossos tempos
– A Lei é o crime
– A origem das prisões. Genealogia de um castigo civilizado
– Quando as barbas de seu vizinho vêem corte: crônica de uma repressão anunciada
– Operação Columna. Algumas palavras sobre o Caso de Mónica e Francisco
– O caso dos assaltos de Aachen
– O plano de fundo da solidariedade
Começou a ser distribuído em diversos locais, centros sociais e distribuidoras afins, bem como diversas apresentações em breve.
Você pode baixar o arquivo PDF da publicação aqui (conteúdo em espanhol).
Em 24 de dezembro de 2017, queimamos os cabos que fornecem energia à mina a céu aberto de Hambach. Assim, parte da enorme máquina pelo menos foi paralisada lá. Nesse caso, os cabos eram visíveis no buraco aberto.
A mina a céu aberto de Hambach é um buraco maior que a cidade de Colônia, onde o lignito está sendo minado. Durante a combustão deste carvão é emitida uma incrível quantidade de CO2 (mas também outras substâncias como o arsênico …), o que de fato contribui para a mudança climática. As mudanças climáticas têm conseqüências desastrosas, sejam elas secas, inundações ou tempestades, fazendo com que muitas pessoas morram ou sejam privadas de seus meios de subsistência.
Além disso, muitas pessoas são obrigadas a abandonar suas casas por esta mina de carvão, forçadas a dar frente a este projeto de exploração que desmatam a floresta de Hambach, esta floresta maravilhosa e muito antiga.
Para saber mais sobre a luta contra a mineração de carvão na Floresta de Hambach em hambacherforst.org
Fonte: Earth First! Newswire
Tradução: Turba Negra
Jornada a 4 anos da morte em combate do companheiro anarco niilista Sebastián Oversluij Seguel.
Nesse dia haverá:
– Música ao vivo e embalada.
– Conversas.
– Festa de rua.
– Oficinas.
– Exposição de desenhos do Angry e muito mais.
– Apresentação do livro e vídeo: “El Hoy por el Hoy”.
– Muitas coisas mais (surpresas).
Domingo 07 de Janeiro de 2018, a partir das 12:00 hrs.
Na Población La Victoria (Unidad Popular com 1° de Mayo), especificamente na quadra e centro desportivo Unión Progreso.
Atividade livre de drogas, atitudes patriarcais, autoritárias e especistas
(Para quem tem essas intenções melhor que nem apareça nesse dia)
Esta IV JORNADA PELA LIBERTAÇÃO DA TERRA E PELA LIBERTAÇÃO TOTAL surge do desejo de compartilhar tensões e propostas contra a civilização, entendendo a guerra contra ela como uma parte inerente da luta pela libertaçãon total. Uma guerra pela terra, em conflito contra tudo o que a devasta, porque nos reconhecemos como natureza, que, da condição imposta e prevalecente dxs humanxs civilizadxs, buscando o reencontro com nossa animalidade e o silvestre retumbar de nosso peito, desenvolvendo práticas e valores antagônicos à aqueles que promovem a dominação, assumindo o controle de nossas corporalidades e espiritualidades autonomamente, nos reintegrando ao ciclo indomável da vida na Terra, reconstruindo e abraçando toda extensão de nossa raiz profunda, bela e caótica raiz que o civilizado tenta mutilar, esconder e desaparecer.
Embora saibamos que certas expressões de autoridade como o patriarcado, especismo, e os papéis de dominação em geral, podem existir perfeitamente sem uma civilização que as sustente, acreditamos que sob um sistema de organização social tão complexo como o atual, esses papéis e aspectos se potencializam, propagam e devastam em proporções imensamente maiores, assim sentimos urgente começar a entender como funciona esta rede de dominação e suas múltiplas facetas de apropriação, controle e destruição de toda a biodiversidade, ou seja, animais, plantas, florestas, rios, ar, mares, terra, suas múltiplas relações e harmonia, bem como a nossa própria animalidade, longe de nós, de nossa sensibilidade e consideração.
É necessário aprofundar visões e práticas que apontem de forma mais acentuada e precisa contra a civilização, desafiando-a selvagemente, buscando o transbordamento, seu colapso, sua morte. A morte da civilização, não como um fim, mas como algo inevitável para gerar em nossa busca pela libertação total. Conseqüência inevitável de levar nossa práxis anti-autoritária a todas as áreas de nossas vidas e da realidade.
Nos posicionando na anarquia, aqui e agora, só podemos desejar e propagar a destruição de todas as jaulas existentes, de toda autoridade e dominação, da totalidade de seu conteúdo e suas múltiplas formas. Não permaneceremos inertes diante de todo o dano perpetuado pelas estruturas e mecanismos de poder, ampliado em seu caráter hiper-civilizado, NÃO conviveremos passivamente com seu tóxico mundo autoritário, desértico e plástico, mas buscando a tensão permanente e a extensão do conflito por todas partes.
Para finalizar, convidamos todxs aquelxs que querem compartilhar, conversar, tensionar/se, questionar/se, aprofundar e nutrir/se, pelo fim do atual sistema tecno-industrial, suas redes e engrenagens, e tudo o que o propicia, propaga, e sustenta; desta forma, nos aproximar um pouco mais de uma vida que potencialize o desenvolvimento de nossas individualidades.
Deixar a passividade ante à devastação.
Abandonar a vida desértica promovida pela modernidade.
Aprofundar a destruição dx civilizadx que carregamos.
Por nossa libertação e a de toda a Terra:
assilvestremos nossas práticas, destruíamos a civilização!
“A civilização chegou. Claro: essa querida civilização da qual estão tão orgulhosxs. Abandonando a vida livre e feliz das florestas por esta horrenda escravidão moral e material. E para eles nos comportamos como maniácxs, neurastênicxs, suicidas.
Por que eu deveria me importar que a civilização tenha dado asas à humanidade para voar e assim poder bombardear as cidades, porque deveria me importar se conheço toda estrela no céu ou todo rio na Terra?
Não me importo com seu progresso. Quero viver e desfrutar”.
Bruno Filippi
*****
Aqui deixamos as diferentes apresentações, contribuições e atrações que teremos (até agora!):
** JORNADA MURALISTA **
Desde cedo, durante todo o dia.
** ESPAÇO PARA CRIANÇAS **
—– Criação de máscaras, pintar faixas, contações de contos.
** OFICINAS **
—– Máscaras para crianças pequenas (não exclusiva para crianças maiores)
—– Autodefesa
—– Semeadura lunar
** APRESENTAÇÕES **
– Revista Simbiosis //revistasimbiosisblog.wordpress.com/
– Conflito mapuche, projeção mais apresentação.
– Teatro:
— “MEMORIA: CONTRA LA IIRSA” do Teatro en movimiento callejero.
— “La Cocinera” (curta teatral).
— “Formação Política” Peça de mímica contemporânea.
** CONVERSAS **
– “Patriarcado e a origem da Dominação”
– IIRSA/COSIPLAN – sobre o que é e certas experiências organizacionais contra este projeto.
– Anticivilização e a luta pela terra.
** FESTA DE RUA **
** LANÇAMENTO DE RIFA **
** PROJEÇÕES **
** MÚSICA **
– Muérdago (TROVA)
– Meme Alesin (RAP) soundcloud.com/meme-liz-alesin
– Anastacia (RAP) soundcloud.com/meme-liz-alesin
– Plántate Animal (RAP)
– Naufragio(RAP) soundcloud.com/nnaufragio
– María Bonita (de Banda Lampiao)(acústica) soundcloud.com/espacio-muerto
** VENDA DE COMIDA (V)EGANA! (para fundo solidário) **
—– Hamburgueres, empanadas e pastéis!!
Levantamos a atividade com a intenção de propagar idéias, tensões e propostas, isso se potencializa com presença!
Portanto, sugere puntualidade ou chegar o mais cedo possível!
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** ONDE E QUANDO? **
06 de Janeiro, a partir das 12:00 horas
Plaza Los Tamarindos, esquina da rua El Tamarindo com a rua Los Castaños,
próximo do Metrô Protectora de la Infancia, em Puente Alto, região metropolitana de Santiago.
Como chegar: do metrô Protectora de la infancia (os micros que deixam lá são o 210 e o 205, além de outros micros comunais F15, F13 e F01), você tem que caminhar até a rua Los Castaños, aí virar 2 quadras até chegar à Plaza El Tamarindo.
ATIVIDADES LIVRES DE ÁLCOOL, FUMO, ATITUDES PATRIARCAIS E AUTORITÁRIAS!
Durante a madrugada de 18 de dezembro de 2017, um artefato incendiário é encontrado em ônibus da transantiago da linha 107. Quando o objeto estranho foi localizado, o ônibus para na Alameda com Las Rejas para chamar a polícia.
O artefato teria sido composto por duas garrafas plásticas com combustível, além de um sistema de relógio que não conseguiu se ativar. Junto com o artefato foram encontrados panfletos com “consignas anarquistas”, como apontou a polícia à imprensa.
Finalmente, e após as perícias do GOPE, Labocar e as ameaças por parte do Ministério Público Sul, o frustrado ataque incendiário foi reivindicado fazendo uma chamada por um Dezembro Negro.
Vídeos da imprensa: CHV Noticias, 24 horas
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POR UM DEZEMBRO NEGRO, TENTE VIVER A ANARKIA!
Não acreditamos em suas falácias e idéias de democracias
Não apoiamos seus métodos de controle social e repudiamos a implantação de leis e medidas cautelares que buscam manter nossxs irmãxs atrás dos malditos muros das prisões
Estamos posicionadxs diretamente em frente a toda exploração.
Este mês em que Angry se entregou ao abraço de sua convicção
Saudamos com um uivo de liberdade axs suxs companheirxs e axs suxs familiares
Axs muitxs irmãxs dessxs seres anônimxs que ainda não desistem e que, apesar de estar presxs, seguem dando resistência às suas vidas
POR QUE NADA NEM NINGUÉM SE ESQUECE
Recuperaremos a liberdade e resistiremos até que o último suspiro inunde nossos corações
Afinando nossos fios para um ataque mais certeiro, nos posicionamos todos os dias em qualquer lugar do mundo contra toda autoridade, procurando propagar a idéia da libertação total em todos os cantos. Para que nossos golpes, por diferentes que sejam, levem o planejamento e o cuidado necessários, não lhes dê o gosto axs malditxs que querem nossas vidas sossegadas. Milhões do maldito dinheiro são gastos em “segurança”, xs bastardxs que tentam possuir nossas vidas e idéias e apesar disso de nada servirá. Por mais lágrimas que derramemos, estas são transformadas em combustível que detona nosso bombeante avanço, e que todo o sangue de nossxs irmãxs assassinadxs será vingado, contra o progresso tecno-industrial e toda a máquina que devasta a Terra, a vida de todxs xs animais que em habitamos.
O MUNDO NÃO TEM FRONTEIRA PARA XS QUE AMAMOS E SOMOS CONTRA TUDO O QUE BUSCA NOSSA SUBMISSÃO
Reivindicamos a colocação de um artefato explosivo no ônibus da Transantiago da linha 107 às 04:30 da manhã, na segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Esta ação foi planejada lembrando com amor e raiva nossxs irmãxs sequestradxs, torturadxs e assassinadxs neste espaço chamado Terra.
Nossa coragem vai com todo o desprezo em relação axs malditxs escravxs do estado
Com um sorriso e mais ganas de desafiar nossos avanços, assumimos que, lamentavelmente, a bomba não detonou, já que algumx cidadãx percebeu o conteúdo da mochila e avisou o motorista do ônibus, que respectivamente avisou a bastarda polícia e com ela o show midiático que já conhecemos, esclarecemos que pensamos nesse horário porque muitxs cidadãxs não se mobilizam nesse símbolo do progresso, portanto, vemos esse ato como outra experiência para nossa vida de busca da liberdade.
A idéia de que fosse esse ônibus e esse endereço lembrando TAMARA SOL e sua ação de amor e vingança!
Sebastian Oversluij e Alexandros Grigoropoulos presentes!
SOL ÀS RUAS!
Até derrubar a polícia capanga do estado!
Enquanto existir miséria haverá rebelião!
Uivamos cúmplices axs companheirxs presxs depois da chamada operação “EREBO” no Brasil
Alfredo Cospito, e todxs xs presxs às ruas!
Fonte: Noticias de la Guerra Social e Contra Info
Tradução: Turba Negra
Durante a noite de 16 de dezembro de 2017, mãos anônimas colocam um artefato explosivo na sede do Partido Socialista na cidade de Temuco. O artefato composto de pólvora negra comprimida em um recipiente de plástico e ativado mediante um pavio consegue explodir às 22:00hs, produzendo ruído e caos nas ruas San Martin com Andrés Bello, onde funcionários militares que custodiavam as sedes de votação durante aquele dia.
Os funcionários do GOPE e Labocar chegam ao local para realizar os procedimentos desta nova explosão a poucas horas das eleições presidenciais.
Em 17 de dezembro de 2017 às 06:50 um artefato explosivo é encontrado na entrada do Serviço Eleitoral (Servel) localizado em Lynch, entre as ruas Portales e Manuel Montt. O imóvel é evacuado completamente enquanto a equipe do GOPE neutraliza o artefato explosivo que não conseguiu detonar.
A composição do artefato explosivo era similar ao utilizado contra o PS. O comandante do carabineros Juan Carlos Carrasco disse: “um recipiente de plástico envolto em papel engomado branco que continha na parte superior cabeças de fósforos. Não há panfletos de alguém que se atribua a instalação deste artefato”.
Ambos atentados não foram reivindicados, mas se soman a série de colocações de artefatos explosivos em sedes políticas nos dias das eleições. Já havia acontecido em Santiago, dia 10 de dezembro contra a sede do PS e do PR (ação reivindicada pela Celula insurreccional 11 de Diciembre-Nucleos Antagonicos de la Nueva Guerrilla Urbana) e os atentados contra a Democracia Cristiana reivindicado pelxs “Amigxs de la Polvora-Núcleos Antagónicos de la Nueva Guerrilla Urbana” e contra a sede do Partido por la Democracia realizado pelo “Circulo Iconoclasta Michele Angiolillo-Núcleos Antagónicos de la Nueva Guerrilla Urbana” alguns dias antes do primeiro turno da eleição presisdencial.
Paula Narváez, porta-voz desde La Moneda, disse: “A segurança foi reforçada com efetivos policiais e forças armadas. Há uma situação de normalidade” se enganando diante dos últimos atentados explosivos.
Vídeo da imprensa: 24 horas
22.12.17: O ataque contra Nikos Maziotis ocorreu em sua cela. Cerca de 10 presos estiveram envolvidos no ataque. Destes, 2 ou 3 assumiram um papel mais ativo que os outros.
Nikos Maziotis foi espancado principalmente na cabeça, costelas e abdômen. Apesar do ataque covarde de cerca de 10 presos e a tensão física de sua greve de fome de 36 dias, o companheiro se opôs fortemente.
O ataque com intenção de assassinato dirigido contra o companheiro não foi concluído porque os presos curdos e turcos intervieram e informaram imediatamente a rede de solidariedade fora dos muros da prisão sobre o ataque.
Nikos Maziotis está hospitalizado com muitas lesões no Hospital da Prisão de Korydallos e esperamos mais notícias em breve sobre o estado de sua saúde.
Fonte: Sin Banderas Ni Fronteras
Tradução: Turba Negra