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Textos com Etiquetas ‘presxs’

Santiago, Chile – Transmitirão ao vivo a leitura do veredito contra Juan, Nataly e Enrique

21, dezembro, 2017 Sem comentários

Fonte: Publicación Refractario
Tradução: Turba Negra

 

Finalmente dia 21 de dezembro de 2017 às 11:00hs o tribunal lerá a sentença contra xs companheirxs Juan Flores, Nataly Casanova e Enrique Guzman.

Durante esta jornada o tribunal decidirá a qualificação dos atentados às delegacias, o vagão do metrô Los Dominicos e sub centro, qualificando se são delitos terroristas ou não. Também decidirá se xs companheirxs são “inocentes” ou “culpadxs” dos delitos.

No caso de haver “condenações”, a quantidade de anos será fixada em uma audiência posterior.

Quem quiser, pode assistir a transmissão ao vivo feita pelo próprio tribunal no link

 
Solidariedade com xs companheirxs Juan, Nataly e Enrique!!
Sempre firme, sempre dignxs diante do que vier!

Grécia – Atualização sobre a greve de fome dxs presxs da Luta Revolucionária Pola Roupa e Nikos Maziotis

15, dezembro, 2017 Sem comentários

via Sin Banderas Ni Fronteras e Insurrection News

14 de dezembro

Até agora, ambxs presxs políticxs em greve de fome estão no hospital da prisão de Korydallos. Suas estados de saúde estão num ponto crítico, enquanto que a situação da saúde de Nikos Maziotis é mais séria. Como já declararam, rechaçam qualquer tratamento médico e, na prática, rechaçam a ordem do processo ilegal pela hospitalização involuntária.

Não há progresso em satisfazer a solicitação de que Nikos Maziotis seja liberado do isolamento ou a solicitação da retirada do Artigo 11 das novas disposições fascistas do código penitenciário.

Xs companheirxs continuam implacavelmente sua greve de fome até o final.

Informamos axs 02 grevistas sobre as ações de solidariedade que ocorreram em Patras, Heraklion, Karditsa, Komotini, Volos, etc, e as diversas formas que esta solidariedade foi manifestada (textos, declarações, faixas, ocupações, ações incendiárias, etc). Força à todxs xs companheirxs que de alguma maneira expressam sua solidariedade.

Em Atenas, no sábado, 16 de dezembro às 16:00 haverá um microfone aberto em Monastiraki e depois uma marcha solidária com xs grevistas de fome e a luta dxs presxs contra o código penitenciário em geral. A marcha é organizada pela Assembléia de Solidariedade com a Luta dxs Presxs contra o Novo Código Penitenciário.

Convocamos todxs xs companheirxs, coletivos políticos, espaços de encontro, okupas, assembléias, etc, para apoiar a marcha.

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15 de dezembro

Devido a fraqueza muscular e física, Nikos Maziotis se move com uma cadeira de rodas. Esta informação foi fornecida pelxs companheirxs solidárixs que mantêm  uma comunicação telefônica contínua com xs companheirxs da Luta Revolucionária que ainda estão no hospital da prisão de Korydallos, é  claro, recusando qualquer tratamento médico.

Santiago, Chile – Das prisões chilenas, palavras de Marcelo Villarroel em memória de Sebastián Oversluij

14, dezembro, 2017 Sem comentários

via Mpalothia

CONTRA O TEMPO, O MEDO E A AMNÉSIA!

PELA EXTENSÃO DA MEMÓRIA INSURRECTA CONVERTIDA EM ATAQUE!

A 4 anos desde que Sebastián Oversluij Seguel, o Pelao Angry, foi  assassinado pelo guarda capanga do Banco Estado, William Vera, numa expropriação frustrada, na comuna de Pudahuel, zona oeste de Santiago/Chile.

Mais uma vez, a memória nos chama para combater o silêncio expressando claramente nossa posição frente a nossxs irmãxs e companheirxs caídxs no confronto direto com a ordem existente, seus/suas apoiadorxs e falsxs críticxs.

O Pelao Angry, como todxs que entregaram o melhor de si para ver cair a ordem do poder e da autoridade, são as sementes vivas que se multiplicam em todxs xs que desafíamos este mundo podre destinado a se autodestruir pela nociva toxicidade que emana o Estado-Prisão-Capital.

Não há tempo para ambiguidades nem eternos momentos de espera. A vida acaba dia a dia e o plástico inunda tudo. Não há lugar  do mundo isento da podridão imposta pelo complexo militar industrial que controla grande parte do planeta. E nossa consciência nos chama para atuar, a romper a imobilidade e o silêncio cúmplice e é aqui onde não podemos deixar de evidenciar os rastros desta guerra para a morte com o atual estado das coisas.

E nos acompanham neste choque cotidiano todxs xs que se atreveram a romper com a palavra fácil e a desculpa barata que justifica a inação e decidiram passar pra ofensiva empunhando as armas da vida na revolta como expressão inequívoca de um desafio aberto à ordem imposta por séculos de submissão e escravidão.

É nosso compromisso livremente auto-assumido: manter vivxs nossxs irmãxs e companheirxs através da luta cotidiana na revolta permanente como forma de viver no aqui e agora, nosso momento de liberdade.

Caminhamos com todxs xs que vivem e viveram para se atrever a desafiar o presente além de amiguismos e as necessárias diferenças. Reconhecemos o valor da coragem e da coerência. Em tempos de toxicidade reinante, se reivindica claramente aquelxs que foram pra ofensiva, arriscando tudo e sem o medo paralisante que gera todo tipo de desculpas e cria caricaturas que estimulam a fragmentação.

Em memória do Angry e de todxs nossxs mortxs que gozam de excelente saúde… Porque a resistência ofensiva é uma necessidade de combate anticapitalista-antiautoritário-insurrecional pela libertação total que não pode ser neutralizado nem sequer com a morte.

MEMÓRIA, RESISTÊNCIA, SUBVERSÃO!!!

ENQUANTO HOUVER MISÉRIA HAVERÁ REBELIÃO!!!

PRESXS ÀS RUAS: RUAS PARA A INSURREIÇÃO!!

Marcelo Villarroel Sepulveda
Presx libertárix
Kas-Stgo-Chile
10 dez. 2017

Chile – Atualização do julgamento dxs compas Nataly, Enrique e Juan

14, dezembro, 2017 Sem comentários

Recebido pelo correio eletrônico, traduzido e difundido as atualizações sobre o final do julgamento dxs compas Juan, Nataly e Enrique.

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Na segunda-feira, 11 de dezembro, começou o processo de “réplicas” do Caso Bombas 2, que consiste em discutir os argumentos mais “sólidos” da acusação contra xs compas, onde as acusações e respectivas defesas serão confrontadas.

Estima-se que este processo dure a semana de 11 a 15 de dezembro.

Quando as réplicas terminarem, há um período máximo de 48 horas (dias úteis) para que os juízes deem o veredicto final: declarar culpa ou inocência (nos termos do poder).

Fazemos um chamado para estar atentxs à data do veredicto, que é estimado entre a segunda-feira, 18 de dezembro e terça-feira, 19 de dezembro.

Alemanha – Dia de solidariedade com a companheira presa Lisa

11, dezembro, 2017 Sem comentários

via Act For Freedom Now!

Em 21 de dezembro, chamamos para deixar fluir a imaginação e para expressar a solidariedade em suas múltiplas  formas. Mais uma vez, mostraremos que nossxs companheirxs presxs não estão sozinhxs, mas estão presentes e nas ruas com a gente.

Eles querem criar paredes ainda maiores, não só de concreto e ferro, mas também de solidão e isolamento. E essas paredes que queremos quebrar, com amor, carinho, raiva e solidariedade pela nossa companheira Lisa.

Você pode enviar fotos, desenhos, áudios e vídeos para solidaritatrebel@riseup.net

Receber uma sentença não implica que a pessoa encarcerada esteja “apenas” à mercê do sistema prisional. A máquina política e judicial do Estado continua a investigar, observar, analisar e decidir sobre o destino dxs presxs. Especialmente quando x presx ficou de joelhos pedindo piedade na frente do tribunal, não se humilhou com algum tipo de gesto visto pelo inimigo como “reconciliação”, as maneiras pelas quais o sistema de justiça pode demonstrar que não acabaram com ela ainda são inúmeras. A recusa de cooperação com a polícia é considerada prova de culpa e pode ser usada para manter a investigação aberta por tempo indeterminado. O silêncio e a dignidade diante dos carrascos e suas acusações são considerados ocultação do crime e podem gerar novas investigações.

Além disso, ser socializado como mulher e não reproduzir os papéis atribuídos, neste caso, por exemplo, ter uma atitude rebelde ou uma posição não submissa em relação à instituição, gera múltiplas sentenças que vão além de uma convicção a nível jurídico, uma vez que também existe a intervenção das condenações morais e sociais, inerente ao quadro patriarcal, que está enquadrando o prisioneiro nas circunstâncias da prisão.
Continuar a expressar suas convicções e ideias políticas dentro dos muros e não negar quem você é é considerado uma falta de arrependimento e um argumento para o porquê uma sentença de prisão não é suficiente.

E quando o arsenal legal está esgotado em uma sentença “razoável”, isto é, suficientemente pesada para acomodar a acusação, mas a ética da pessoa encarcerada permanece intacta, o sistema de justiça não hesita em atacar as relações com o mundo exterior, os laços familiares, vínculos sentimentais e amizades. Além do concreto, das barras de ferro, das luzes artificiais e das câmeras de segurança que não só eliminam a vida, mas também sufocam-na, elas adicionam montanhas de papel que devem ser percorridas para obter um contato humano simples com as pessoas próximas a você. Solicitações, permissões, autorizações, adiamentos, que colocam a vontade de não se sentir derrotada no teste.

No dia 7 de junho, Lisa, nossa companheira anarquista, foi condenada pelo tribunal de Aachen (Alemanha) a sete anos e meio de prisão por roubar um banco. Neste momento, estamos aguardando o resultado de um recurso escrito pelxs advogadxs que, se aceito, envolverá uma revisão da sentença e implicará que o caso será levado ao tribunal novamente. Portanto, nossa companheira ainda é mantida em prisão preventiva na prisão de Colônia. Devido a uma doença que durou vários meses, sua mãe morreu no início de novembro. Durante esse período, o promotor e o juiz, alegando “risco de voo”, negaram-lhe a possibilidade de visitar sua mãe no hospital e também a permissão para estar presente em seu funeral.

O inimigo não usa apenas a argumentação jurídica, mas emprega muitos mecanismos mais insidiosos. Como em tantos outros casos, quando a sede de vingança do sistema de justiça não está satisfeita com uma sentença de prisão simples, por mais grande que seja, é a pena de prisão, o inimigo continua a ser de olhos de gavião, procurando por cada suposta fraqueza dx presx em ordem de enviá-lx. É claro que este é um meio puramente vingativo, uma resposta à atitude firme e não colaboracionista da companheira. Uma punição adicional, inventada para agravar a já duradoura sentença de confinamento; mais uma tentativa de fazê-la curvar-se, desta vez visando sua vida privada e circunstâncias pessoais. Uma lógica, nada de novo, de chantagem judicial com o objetivo de minar sua coerência e convicções políticas.

Eles querem criar paredes ainda maiores, não só de concreto e ferro, mas também de solidão e isolamento. E essas paredes que queremos quebrar, com amor, carinho, raiva e solidariedade para nossa camarada Lisa.

Com o ódio pelo inimigo.
Nós não esquecemos. Nós não perdoamos.

Algumxs companheirxs anarquistas.

solidaritatrebel.noblogs.org

Varsóvia, Polônia – A sentença e recurso no caso Wawa3

8, dezembro, 2017 Sem comentários


Três meses de prisão, 12 meses de serviços comunitários e o pagamento de 2.269 zloty (300 zl de multa e 1969 zl de custos de julgamento) – esse foi o veredito de cada um dos Wawa3 ouvidos durante o segundo julgamento em 19 de julho de 2017. Desde então os três já passaram 04 meses de prisão enquanto aguardavam a conclusão da investigação, esta parte da sentença já foi feita.

No entanto, em setembro, eles receberam razões escritas para o julgamento, em que, em vez de 1 ano de serviços comunitários, havia 2 anos. Diante dessa mudança misteriosa (a maioria das pessoas presentes no tribunal claramente ouviu 12 e não 24 meses como a quantidade de tempo para serviços comunitários), um recurso contra o julgamento foi feito.

O julgamento do recurso será no dia 4 de dezembro de 2017 às 10h30, no tribunal distrital Varsóvia-Praga, rua Aleja Solidarności 127 (sala 114, corredor G, 1º andar).

Se você deseja vir e apoiar nossos companheiros durante o recurso – avise-nos!
Solidariedade diante das repressões do estado!

Atenas, Grécia – Hospitalização involuntária de Nikos Maziotis e Pola Roupa

8, dezembro, 2017 Sem comentários

via Contra Info

 Xs membros da Luta Revolucionária Nikos Maziotis e Pola Roupa encontram-se em greve de fome desde 11 de novembro de 2017.

Xs companheirxs presxs estão lutando contra medidas de isolamento; contra disposições específicas do novo código correcional destinadas a reprimi-lxs como prisioneirxs de alta segurança; contra a proposta de detenção de prisioneirxs de alta segurança nas esquadras de polícia; contra a pretendida reintegração do regime prisional do tipo C. Elxs também exigem o fim imediato do isolamento imposto sobre Nikos Maziotis (desde Julho, o companheiro é mantido isolado de outrxs presxs por uma decisão do ministério da justiça); uma extensão das horas de visita com base na frequência das visitas que um prisioneiro tem; salas apropriadas de visita para xs pais presxs se encontrarem com seus filhos.

Deixaram claro desde o início que apenas receberiam água. Repetidamente pediram para receber uma comunicação telefônica sem obstáculos com o seu filho de seis anos, antes de serem transferidxs das prisões de Koridallos para qualquer hospital.

Em 2 de Dezembro, Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs para um hospital fora das prisões, devido à deterioração de seu estado de saúde. No entanto, no próprio dia, ambxs xs companheirxs pediram que fossem enviadxs de volta para as prisões, porque, eventualmente, não era permitida a comunicação telefônica sem obstáculos com o seu filho.

Em 4 de Dezembro, Nikos Maziotis queimou e destruiu a seção de isolamento B na cave da prisão masculina de Koridallos, onde foi mantido em prisão solitária durante 5 meses. Foi então transferido para a enfermaria da prisão, por causa dos fumos, e ameaçado com maior isolamento – desta vez numa unidade disciplinar das prisões de Koridallos.

Às primeiras horas do dia 5 de Dezembro os grevistas da fome Nikos Maziotis e Pola Roupa foram transferidxs à força para fora das prisões de Koridallos.

O procurador da prisão ordenou a sua hospitalização involuntária. Estão a ser mantidxs no Hospital Geral do Estado de Nikaia, ambxs ameaçadxs de alimentação forçada. Até ao momento, os médicos do hospital não cederam ao pedido do promotor.

Nikos Maziotis e Pola Roupa continuam a sua greve de fome. Declararam que não aceitarão soro e irão agir contra o tratamento involuntário e a alimentação forçada (tortura) de todas as formas possíveis.

Paris, França – Okupa condenado a 1 ano de prisão por “roubo”

6, dezembro, 2017 Sem comentários

via Act For Freedom Now

Na terça 24 de outubro de 2017, várixs companheirxs tentaram entrar em uma casa vazia para fazer dela sua casa, mas a propriedade estava equipada com um sistema de alarme. Todxs xs companheirxs conseguiram fugir, exceto um, que foi preso e detido. Os policiais lançaram uma investigação por roubo, mesmo que a casa estivesse desocupada e os próprios proprietários reconhecessem que nada havia sido tomado.

O camarada preso, Alfidel, não tem documentos e não tem como provar sua identidade. Ele recebeu um julgamento imediato no TGI de Créteil e condenado imediatamente a um ano de prisão por roubo sem itens roubados e atualmente está preso em Fresnes, com um pedido de apelação.

* Sobre Alfidel *

A prisão de Alfidel é o último capítulo de sua vida turbulenta, no qual ele teve que lutar constantemente contra a opressão por sucessivas autoridades.

Nascido no Chade na década de 80, enquanto ainda era menor, participou de uma rebelião contra o ditador Idriss Déby. Gravemente ferido e parcialmente tratado por isso (ele ainda sofre os efeitos de seus ferimentos), ele foi preso até que os grupos tomassem o controle da capital, N’Djaména, e abriram os portões da prisão. Ele escapou para a Líbia, mas a guerra civil e a queda de Gaddafi o forçaram a fugir novamente, especialmente porque os negros foram severamente perseguidos por sua colaboração com o ditador líbio (na verdade, Idriss Déby havia enviado tropas do Chade para apoiar seu companheiro).

Chegando na Europa pela Itália, Alfidel acabou na França. Ele reivindicou asilo, mas foi recusado, como é o caso da maioria dos requerentes de asilo na França: em 2016, 71% dos pedidos foram recusados em primeira instância, 62% em recurso (fonte OFPRA). Todos recusaram se tornar sans-papiers (sem documentos).

Chade é um país onde ser umx adversárix políticx coloca você em risco de ser mortx, mas como Deby é um aliado firme da França, não é classificado como um país perigoso. A França usa o Chade como base para consolidar o poder na região e enviar várias missões de “manutenção da paz” nos países vizinhos. Em contrapartida, a França fornece armas, treinamento e poder militar quando o regime de Deby torna-se vulnerável, como fez com os governos anteriores. Nos contextos de conversas sobre “pontos quentes” (centros de detenção e triagem de migrantes) no Níger e no Chade, Macron recentemente reafirmou que o Chade é um país seguro. Enquanto isso, os ataques de Boko Haram apenas reforçam a legitimidade percebida da presença regional da França aos olhos da ONU.

Um número significativo de refugiadxs “certificadxs” nunca recebem qualquer acomodação a que tenham direito legalmente, e aquelxs que procuram asilo quase nunca fazem. Xs requerentes de asilo recusadxs ​​se encontram sem solução. Desta forma, Alfidel encontrou-se okupando junto com outrxs chadianxs de vários estados legais, bem como estudantes, desempregadxs e pessoas precárias que constituíam o coletivo ‘Francs-Tireurs’ em La Courneuve e o ‘Maison Rouge’ em Saint-Denis.

Nosso camarada, estrangeiro, sem documentos, e quase sem recursos, encontra-se em uma situação extremamente frágil. Ele está particularmente exposto a esta “justiça” classista e racista do estado que condena xs negrxs, xs pobres, xs sem-teto e outras minorias o tempo todo. Alfidel enfrentou uma figura eminente dessa justiça, Hoc Pheng Chhay, do tribunal de Créteil, que depois de dar sua palestra, envia os réus à prisão sem se preocupar em ouvir seus advogados falarem. Este juiz particularmente severo tem o hábito de dar sentenças privativas de liberdade por delitos triviais, tanto que até os diretores da prisão se queixaram.

Enquanto estava em custódia, Alfidel também recebeu um OQTF (Obligation de Quitter le Territoire Français – um pedido para sair da França) e uma proibição de retorno por um ano. Em geral, os OQTFs podem ser contestados dentro de 15 a 30 dias, mas neste caso, ele só recebeu 48 horas para apelar. Esta pequena janela em que apelar torna impossível na prática desafiar, e o caso de Alfidel foi rejeitado. Para o nosso camarada foi uma dupla sentença, a ordem de deixar a França limitando a esperança de qualquer libertação antes da sua audiência de recurso.

A repressão atingiu nosso camarada Alfidel, mas também atinge severamente todxs aquelxs que respondem à sua miséria material por meio da organização e solidariedade.

O apoio material, jurídico, financeiro e moral ao nosso camarada é necessário. Um coletivo reuniu-se e proporá várias iniciativas e discussões com aquelxs que experimentam a mesma violência repressiva dos policiais, a lei e a prisão. Haverá um jantar de solidário dia 09 de dezembro a partir das 12h na Cantine des Pyrénées (77 rue de la Mare, no 20e arrondissement de Paris) para coletar dinheiro para Alfidel e para honorários legais. Às 14h, o coletivo se reunirá para discutir os próximos passos, particularmente em relação ao apelo.

As doações serão enviadas mensalmente para Alfidel na prisão por Kalimero, o fundo de solidariedade para presxs da guerra social.

*Para escrever para Alfidel:

Alfidel ABAKAR
n° écrou 995197
cellule 436, division 3 nord
Centre pénitentiaire de Fresnes
Allée des thuyas
94 261 FRESNES CEDEX

Liberdade para Alfidel e todxs xs outrxs!
Sem documentos para ninguém e lugares para todxs!

Fechem as prisões!
Abram as okupas!

– o Coletivo de Solidariede de Apoio a Alfidel

Santiago, Chile – Ação em memória de Sebastián Oversluij e em solidariedade com o compa preso Alejandro Centoncio

6, dezembro, 2017 Sem comentários

via Insurrection News

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No primeiro dia de dezembro às 00:00 hora, foi realizado na periferia de Santiago, ação direta incendiária, em comemoração da morte do companheiro Angry Overluij e em solidariedade combativa com o companheiro Alejandro Centoncio preso na antiga penitenciária há 8 meses por porte de artefato incendiário.

Esta ação foi realizada com o levantamento de barricadas e enfrentamento, o qual tem como objetivo ampliar e multiplicar o chamado à solidariedade combativa com nossxs companheirxs presxs e caídos em combate.

Morte ao E$tado e à sociedade carcerária!

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Santiago, Chile – Palavras de Juan e Nataly antes do final do julgamento no chamado “Caso Bombas 2”

6, dezembro, 2017 Sem comentários

via Publicación Refractario


Uma  nova abordagem axs indivíduxs em conflito permanente com o poder e axs compas solidárixs em qualquer lugar do globo.

A mais de 3 anos da nossa prisão e mais de 8 meses em julgamento oral pelo denominado “caso bombas 2”

O tempo passado na prisão enfatiza em cada momento o significado da vida que escolhemos de forma consciente desde que sentimos a necessidade de enfrentar esta realidade de extermínio e devastação com suas relações de poder e submissão, para viver de verdade, nos aproximamos inevitavelmente para algum fim…

Estamos presxs há mais de 3 anos por assumir nosso posicionamento contra o sistema de dominação, sem nenhum remorso por isso. Como não podíamos negar a nós mesmxs, ainda menos o que significa esta luta contra o poder, na qual muitxs compas foram tiradxs de nós, sendo para nós uma necessidade de mantê-lxs presentes dos pensamentos aos atos, para continuar sendo cúmplices, destruindo as fronteiras do tempo e espaço.

Há mais de oito meses, foi realizado um julgamento contra nós, do qual claramente não nos sentimos parte, já que sabemos há muito tempo que somos xs únicxs donxs de nossas existências, não importa onde estivéssemos. Vindo diariamente para este lugar significa sentir ainda mais o confinamento físico, sendo algemadxs, em pequenas jaulas e ataques diariamente. Apesar disso, ficamos todo esse tempo tão perto  quanto não pudéssemos estar em mais de dois anos de prisão.

Lhes contamos que nos encontramos perto do dinal do julgamento, a 01 ou 02 semanas aproximadamente. Esperamos seu fim de uma vez por todas, já que o período deste processo foi devido ao espírito do promotor para apresentar sua “prova” até o cansaço… (7 meses foi sua exposição), sabemos que este caso é bastante fantasioso na realidade.

Do visto e ouvido aqui somos finalmente acusadxs:

  1.  Ataque explosivo em 08/09/2014 no subcentro da escola militar (acusam Juan). Ataque que deu aviso à polícia (número 133), de acordo  com elxs com apenas 3 minutos antes da detonação. Informação da qual não duvidamos que exista manipulação, porque, após o aviso, nenhum procedimento policial foi adotado, nem mesmo este aviso foi informado. Feito com as consequências de feridxs já conhecidas.
  2. Ataque explosivo em 13/07/2014 na estação terminal de metrô Los Dominicos, atribuindo o artefato mais de 10 minutos depois de ser encontrado por um empregado do metrô sobre um assento do metrô. (acusam Natal e Juan)Estas duas ações foram reivindicadas pelxs compas da Conspiração das Células de Fogo.
  3.  Atentado explosivo em 11/08/2014, artefato colocado embaixo de um carro particular de um policial, este no estacionamento ao lado da 1ª delegacia do centro de Santiago. (acusam Nataly e Enrique de “facilitar” o artefato a Juan, que acusam de colocador).Em princípio, Juan também foi acusado de colocar um artefato explosivo na 39ª delegacia do Bosque. No mesmo 11/08/2014 em um horário em que só diferia por volta de 10 minutos da explosão na 1ª delegacia, lugares separados por uma distância exageradamente maior no tempo… situação que insultava a lógica e só era possível na imaginação do promotor, então essa acusação foi finalmente retirada, no entanto ele usou este fato como um tipo de prova durante todo o julgamento.

    Ambas ações foram reivindicadas pela Conspiração Internacional Pela Vingança.

  4. Nataly e Juan são acusadxs de porte de pólvora negra.O Ministério Público, e não só elxs, tentam nos condenar e condenar esses feitos sob a lei antiterrorista e a vala que são suas prisões pedindo prisão perpétua a Juan, 20 anos e 1 dia para Nataly e 10 anos e 1 dia para Enrique.

    Este processo só busca por sua natureza repressiva, policial, midiática, judicial e prisão, ser um golpe e mais uma demonstração de força contra xs indivíduxs que negam seu poder.

    Este é um “processo” que, desde nossa prisão em 18/09/2014, contou com mais de 2000 policiais para nos prender, em meio de uma festa midiática. Policiais de diversas instituições como GOPE, LABOCAR, DIPOLCAR, PDI, entre outras, muitas das quais participaram neste julgamento como testemunhas e/ou peritos, com relatórios lugares dos eventos (pela GOPE), coleta de evidências (pela LABOCAR e DIPOLCAR) e inteligência da Carabineros responsável por este caso.

    Com as perícias como o DNA, tentam nos vincular a esses fatos, DNA de mesclas complexas, no limite de detecção e outras complicações técnicas que não entregam nem tem nenhuma certeza científica, é mais, apenas a interpretação parcial, tendenciosa e até a manipulação da evidência pela LABOCAR, como vimos nesse julgamento. Além de buscar subjetivamente justificar através do nosso posicionamento, uma relação com os fatos. Fatos sobre os quais argumentamos não ser autores, mas que para o Ministério Público é um elemento extremamente importante devido à imprecisão de sua acusação.

Hoje, temos a necessidade de não ceder frente aos golpes de nossxs inimigxs e responder a cada compa solidárix e ação que esteve conosco neste confinamento, de diferentes lugares do globo, Argentina, Brasil, Grécia, para mencionar alguns. Suas distintas formas de coordenação e propagação do conflito são fundamentais para aquelxs que vivem na prisão, e hoje queremos abraçá-lxs novamente.

Ainda temos claro que nada do que elxs pretendam determinar, será suficiente para acabar com nossos desejos de liberdade. A liberdade dxs compas presxs, e a própria necessidade de sua destruição são parte de nossos planejamentos e objetivos, pde modo de tocar e colidir com estes muros não podem reforçar  esta necessidade…

Hoje queremos saudar

Fraternalmente a Byron Robledo, compa atropelado por um motorista miserável da transantiago em defesa da propriedade dxs ricxs. Romper a passividade e solidarizar com Byron!!!

Um abraço à distância com o companheiro Konstantinos Yagtzoglou, sequestrado em Atenas, acusado de atentar contra o primeiro ministro e empregado do FMI Loukas Papadimos.

Solidariedade insurrecta com xs companheirxs da CCF, e um abraço cúmplice a Freddy Fuentevilla, Marcelo Villarroel e Juan Aliste, sempre atentos e dispostos a solidarizar.

Recebemos com alegria a liberdade de Hans Niemeyer e Javier Pino.

Da mesma forma, a saída da prisão dxs 8 comuneros mapuches na denominada operação huracán e o os comuneros absolvidos pelo caso LuchsingerMckay.

Dos muros da prisão de San Miguel Nataly Casanova e desde o CDP Santiago Sur (ExPenitenciaria) Juan Flores.