Arquivo

Textos com Etiquetas ‘presxs’

Cagliari, Itália – Anarquista Paolo preso por roubo

10, novembro, 2017 Sem comentários

via Nobordersard

Na terça-feira, 31 de outubro, nosso companheiro Paolo foi preso junto com dois companheiros, logo após o assalto ao escritório dos correios no subúrbio de Cagliari. Depois de deixarem o escritório de correios, eles tentaram fugir, mas a infâmia de uma testemunha forneceu informações muito precisas aos policiais, que, portanto, conseguiram organizar um cerco e interceptá-los enquanto eles estavam fugindo.

Eles não ofereceram resistência. As roupas e as armas usadas no assalto foram encontradas no carro.

Toda a nossa proximidade e solidariedade para eles. Nós não sabemos por que eles fizeram essa escolha, e nós não nos importamos. Sabemos que quem organiza para privar o Estado e os patrões do que eles precisam, faz o certo, sempre.

Mas, estamos enojadxs por aquelas pessoas que, por um “senso de dever cívico” (expressão usada pelo chefe da polícia de Cagliari), criticam aquelxs que se organizam e agem para ter o que precisam, tirando o que por natureza é o pior explorador no mundo, o Estado.

Do lado daqueles que não abaixam a cabeça.

Chile – Jornada Anti-Carcerária em Solidariedade com Nataly, Juan e Enrique

10, novembro, 2017 Sem comentários

Difundo a partir da publicação da Coordinadora Anticarcelaria La Fuga e mando forças axs compas que estão levantando essa movida em solidariedade axs compas presxs: Juan, Nataly e Enrique.

O julgamento contra xs companheirxs foi iniciado em 24 de março desse ano, e após um longo julgamento, as condenações e acusações da acusação são as seguintes:

Enrique Guzmán: acusado da confecção do dispositivo explosivo utilizado no 1º Delegacia do centro de Santiago. Formalizado pela lei antiterrorista, a acusação pede 10 anos de prisão.

Nataly Casanova: acusada da confecção do dispositivo explosivo utilizado no 1º Delegacia do centro de Santiago, da colocação do dispositivo explosivo no metrô, posse de material para fabricação de material explosivo. Formalizada pela lei antiterrorista, a promotoria pede 20 anos de prisão.

Juan Flores: acusado da colocação do dispositivo explosivo utilizado no 1º Delegacia do centro de Santiago, da colocação do dispositivo explosivo no metrô, da colocação do dispositivo explosivo no subcentro. Formalizado pela lei antiterrorista, a promotoria solicita uma sentença perpétua contra ele.

Abaixo o estado policial e suas montagens no Caso Bombas 2.
Liberdade à Nataly, Juan, Enrique e todxs xs presxs em luta!

Domingo 19 de novembro
do lado de fora da prisão de San Miguel

A partir das 11hs

*Assessoria legal e penitenciária para familiares e próximxs de pessoas encarceiradas.
*Conversa com compas de 81 Razones x Luchar, Observatorio Social Penitenciario, coordenador do DDHH Mauricio Hernandez e outrxs compas.
*Música, olla común e atividades para crianças

Melbourne, Austrália: Relatos sobre o Dia de Ação em solidariedade com xs refugiadxs na Ilha de Manus

10, novembro, 2017 Sem comentários

via Insurrection News

08.11.17: RISE: Refugee Survivors and ex-Detainees pediram um Dia de Ação, em 07 de novembro, em solidariedade com xs mais de 600 refugiadxs que atualmente são presxs dentro do antigo centro de detenção do governo australiano na Ilha Manus, em Papua Nova Guiné. O governo australiano prendeu xs homens em Manus como parte de sua desprezível política de detenção obrigatória para todos xs refugiadxs que tentaram entrar nos territórios australianos por barco.

O centro de detenção foi oficialmente fechado pelo governo australiano e todos os serviços essenciais foram cortados, incluindo água e eletricidade. A polícia e os militares de Papua Nova Guiné têm impedido que alimentos e outros itens essenciais entrem no centro de detenção. O governo australiano está se recusando a assumir qualquer responsabilidade ou obrigação de cuidar dxs refugiadxs e bloqueou ativamente outros países de aceitá-lxs, insistindo que xs homens devem se deslocar para um novo centro que foi construído em Manus. Este centro não é seguro nem está equipado para atender às necessidades dxs refugiadxs que têm medo de serem atacadxs por pessoas que não querem xs refugiadxs em suas comunidades. Como resultado desta situação, xs 600 homens se recusam a deixar o centro de detenção australiano e pediram à comunidade internacional para intervir e ajudá-los. As condições dentro do centro de detenção são sombrias – sem comida, sem água, sem esgoto, sem eletricidade e sem instalações médicas.

O Dia de Ação foi convocado para 07 de novembro para coincidir com a anual Melbourne Cup, um evento de corrida de cavalos internacional de alto padrão, para gerar a máxima publicidade. Em Narrm/Melbourne, xs ativistas responderam ao chamado com uma série diversificada de ações…
123456

Faixa #SanctionAustralia colocada RISE e voluntários na frente da Pista de Flemington (onde se realiza a Melbourne Cup), bem como as estradas de pedágio East Link e City Link.

87

Nos arredores de Narrm/Melbourne, uma faixa que se lê ‘SAFETY 4 MANUS MEN’ (SEGURANÇA AXS HOMENS EM MANUS) foi colocada em uma ponte ao longo da rodovia para a cidade provincial Geelong.

9

Nos subúrbios do nordeste de Narrm/Melbourne, uma faixa que se lê ‘MANUS=CRIME’ foi colocada ao lado de uma movimentada rodovia. (enviada anonimamente)

abc

No Pista de Flemington onde a Melbourne Cup estava sendo realizada, duas mulheres ativistas do grupo WACA (Whistleblowers, Activists & Citizens Alliance) entraram em um canteiro de obras nas terras do hipódromo e escalaram uma grua que dominava o meio do estádio, onde desenrolavam uma faixa que se lê ‘SOS: EVACUATE MANUS NOW!’ (SOS: EVACUAR MANUS AGORA!). As mulheres conseguiram negociar com a polícia com sucesso e concordaram em descer da grua sob a condição de que não fossem presas e que a faixa ficaria na grua. WACA divulgou mais tarde uma declaração sobre a ação, aqui vai um trecho dele:

“Estamos nos juntando a outrxs em toda a Austrália para exigir que o governo retire xs homens em Manus imediatamente e xs traga à segurança para processamento.

Isso é uma emergência. Isso é uma crise humanitária. Nos recusamos a sentar, enquanto o Governo, com a cumplicidade do Partido Trabalhista, coloca em risco mais de 600 vidas masculinas.”
d

Também na Pista de Flemington, as membras da WACA correram para o próprio hipódromo e desenrolaram uma grande faixa que dizia ‘FREE THE REFUGEES! (LIBERTEM XS REFUGIADXS) antes de ser retirada pela segurança.

efgij

h

No Ascot Vale, um grupo de anarquistas causou grandes distúrbios nos trens de transporte das pessoas para a Melbourne Cup ao bloquear as vias férreas com um carro. O carro estava coberto com palavras em solidariedade com xs homens em Manus e contra as políticas bárbaras do governo australiano em relação axs refugiadxs. Uma mulher se fechou dentro do carro e os pneus do carro foram perfurados para dificultar a remoção dos trilhos. Sinais e uma faixa foram colocadas destacando o cruel tratamento dxs refugiadxs da Austrália e também a celebração da Melbourne Cup em Melbourne, um evento que glorifica a crueldade com os animais. A polícia atendeu o chamado e começou a tarefa demorada de tirar a mulher do carro e retirar o carro dos trilhos do trem, resultando em atrasos nos serviços de trens para a Melbourne Cup. Infelizmente, 4 companheirxs foram presxs, ainda não se sabe as acusações estão enfrentando, no entanto, todxs xs 4 foram soltxs mais tarde naquele dia.

Categories: Uncategorized Tags: , ,

Chambéry, França – Carros dxs carcereirxs foram incendiados

10, novembro, 2017 Sem comentários

via Insurrection News


Nos últimos dias, os carcereiros da prisão de Chambéry receberam uma resposta sobre a violência diária que infligem xs prisioneirxs. Em três ocasiões, encontraram seus veículos pessoais, que estavam estacionados em frente à prisão, em cinzas.

Na noite de quarta-feira (02/11) para sexta-feira (03/11), o carro de um carcereiro foi-se em chamas. O mesmo carcereiro já viu seu primeiro carro destruído pelas chamas alguns meses atrás. Poucas noites antes, na noite entre terça-feira (24/10) e quarta-feira (25/10), era o carro de um dos seus colegas carrascos que havia sido incendiado. Os policiais dizem que, na noite de um desses ataques, câmeras de vigilância perto da prisão filmaram duas pessoas em motocicletas usando máscaras do ‘Pânico’.

O sindicato dos carcereiros está se queixando para a administração da prisão, exigindo que o “estacionamento fechado e seguro” seja especialmente construído para que eles estacionem seus carros.

Fogo nas prisões e propriedades daqueles que trabalham para eles!

Atenas, Grécia – Solidariedade com o prisioneiro de guerra anarquista Konstantinos Yigtzoglou

7, novembro, 2017 Sem comentários

via 325

[Reporte elaborado pela Sin Banderas Ni Fronteras com fontes da imprensa e contrainformação]

Na quarta-feira, 01/11, o companheiro Konstantinos Yigtzoglou foi levado ao tribunal, onde um promotor e um juiz especial que por questões de terrorismo foi ordenado que ele fosse levado sob custódia.

Konstantinos [Dinos] enfrenta acusações relacionadas ao ataque com uma carta-bomba contra o ex-primeiro ministro grego Lucas Papademos, bem como outras acusações por pacotes de explosivos encontrados no centro de distribuição dos correios, além do infame artigo 187A, de participação em organização criminosa, por sua suposta participação na Conspiração das Células de Fogo, grupo que reivindicou o envio de um dos pacotes explosivos.

Além disso, a polícia grega tenta utilizar contra o companheiro, mais uma vez, a “prova científica” de DNA como “evidência indiscutível”, observando que haveria DNA de Konstantinos na carta-bomba que feriu gravemente o ex-primeiro ministro grego em 25 de maio de 2017.

O companheiro será preso nas prisões de Larissa e na sexta-feira, 03/11 foi agendada uma audiência sobre as armas que foram encontradas no apartamento em que ele foi preso no sábado, 28 de outubro.

Por sua vez, companheirxs solidárixs convocaram uma reunião aberta em Atenas na segunda-feira, 02/11, iniciativa da assembléia de solidariedade com Konstantinos e outro companheiro que foi preso no mesmo dia.

Konstantinos escreveu algumas palavras para xs companheirxs que lhe deram uma força durante o traslado até o tribunal:

Dinos Yigtzoglou – Axs lutadorxs

Com a paixão pela liberdade esmagando minha existência, dou uma cordial saudação axs companheirxs que atacaram os veículos [da polícia anti-terrorista] que acompanhavam meu traslado aos tribunais na sexta-feira, 03/11, de manhã. Seu gesto, companheirxs, é para mim inspiração e força, nestes tempos difíceis, para enfrentar o que está acontecendo. Fiquem bem! (…) e lembrem que… a anarquia viverá.

SEMPRE NAS RUAS
NA ALMA E CORPO

Salas no 12 andar do GADA [Quartel general da polícia de Atenas]
Prisioneiro de guerra anarquista, Konstantinos Yigtzoglou
Atenas

Atenas, Grécia – Experimentando a vingatividade do sistema

7, novembro, 2017 Sem comentários

via Tormentas de Fogo

“Carta dxs compas anarquistas Vaggelis Stathopoulos e Christoforos Kortesis”

Experimentando a vingatividade do sistema

Sete anos e meio depois da nossa prisão em abril de 2010 no caso da Luta Revolucionária, na terça-feira 24/10 seu julgamento de segundo grau terminou. E este tribunal ratificou o óbvio com a sua decisão: através dele fomos declarados oponentes do regime e tratados como tal. Quanto a nós, a nossa condenação de 6 anos de prisão — acrescida com formação de organização terrorista, uma carga-chave para acusações – é devida exclusivamente ao que declaramos desde o primeiro momento em que recusamos a acusação: nossa identidade política e ação como anarquistas, bem como a nossa atitude insubordinada em relação a todos os processos de investigação e judicial.

A vingança dos mecanismos de acusação penetra em todos os estágios da nossa acusação, que culminou em reclusão após a decisão mais recente. Para o restante da nossa sentença que ainda temos de cumprir (5 meses e 8 meses, respectivamente), o promotor de sentenças Drakos teve um cuidado especial quanto a nós, enviando-nos para as prisões de Alikarnassos e Kerkira, respectivamente, isolando-nos daqueles que estão perto de nós e nossos ambiente político.

Claro, todos nós estamos acostumadxs a ouvir histórias de repressão com os vários tipos de “Drakos”: quando, um ano após nossas prisões, o conselho de 12 meses de prisão liberou-nos devido à falta de provas, foi o procurador da Suprema Corte Ioannis Tentes que apelou esta decisão e confirmou o caráter político da nossa acusação. Quando, um mês antes da decisão do primeiro julgamento, o então o ministro da Proteção dos Cidadãos Nikos Dendias enviou um documento informal com “terroristas perigosos” para o “jornalismo independente”, que inclui os nomes de muitos outros camaradas, ele não fez mais do que confirmar o “idionymon”* moderno para aquelxs que resistem.

Mesmo até o dia da decisão de apelação, quer dizer, por 4,5 anos, nós permanecemos livres (com restrições). Nós não fomos “corrigidxs” todos esses anos, também não iremos. Nós continuamos sempre com a destruição de estado e capital como nosso horizonte ao lado dxs oprimidxs e aquelxs que lutam por um mundo de igualdade, liberdade e solidariedade.

Do centro de detenção provisória na rua Petrou Ralli, algumas horas antes nossa transferência.

Vaggelis Stathopoulos e Christoforos Kortesis.

*lei “relativa a medidas de segurança para o estabelecimento social e proteção da liberdade”, introduzida pelo governo Venizelos em 1929 com o objetivo de penalizar as idéias insurrecionais e, em particular, desencadear acusações contra comunistas, anarquistas e reforçar a repressão contra as mobilizações sindicalistas.

Atenas, Grécia – Termina o primeiro julgamento de apelação do grupo Luta Revolucionária

7, novembro, 2017 Sem comentários

via Tormentas de Fogo

O Tribunal de Apelação de cinco membros terminou após dois anos e meio de sessões na prisão feminina de Korydallos.

O Tribunal de Recurso validou a decisão da primeira instância. Sentença de 46 anos de prisão (dos 50,5 anos impostos anteriormente) para xs dois principais acusadxs (Kostas Gournas e Nikos Maziotis e para Pola Roupa 49 anos) que assumiram a responsabilidade pela participação na organização e 6 anos (dos 7 impostos anteriormente) para ambos (E. Stathopoulos e Ch. Kortesis), que recusam as acusações.

Após a conclusão do processo judicial, os camaradas Vangelis Stathopoulos e Christoforos Kortesis, que estavam fora da prisão com medidas restritivas nos últimos três anos, foram trazidos de volta à prisão para completar suas sentenças.

Austrália – Chamada por solidariedade com refugiadxs em Manus

6, novembro, 2017 Sem comentários

via Insurrection News

PEDIDO URGENTE PELXS EX-DETIDXS DA RISE POR PROTESTOS E AÇÕES NO DIA DA MELBOURNE CUP* PARA CHAMAR À ATENÇÃO DO MUNDO DIANTE DA ESCALADA CRISE ENFRENTADA PELXS REFUGIADXS MANTIDXS REFÉM PELA AUSTRÁLIA EM MANUS

05.11.17: xs ex-detidxs da RISE pedem urgentemente protestos e outras ações a serem realizadas na próxima terça-feira, 07 de novembro de 2017, no dia da Melbourne Cup, um evento internacional, para chamar a atenção do mundo da crescente crise enfrentada pelxs detidxs presos pela Governo australiano na ilha de Manus, em Papua Nova Guiné. Também pedimos axs nossxs apoiantes que realizem protestos e ações internacionais no dia em embaixadas australianas em todo o mundo para mostrar sua solidariedade com a nossa comunidade e #SanctionAustralia por seus crimes contra a
humanidade.

Nos últimos dias, xs detidxs em Manus não tiveram acesso a comida, água e remédios. Estas são necessidades básicas para manter uma pessoa viva e estão sendo deliberadamente e sistematicamente tiradas pelo governo australiano. Nenhumx refugiadx quer ser deixado no limbo, mas o governo australiano sempre mostrou falta de transparência e responsabilidade, rompendo a fé com xs Refugiadxs.

Xs detidxs se recusam a deixar o campo de detenção da Austrália em Manus porque elxs simplesmente estão sendo transferidxs para outra forma de detenção. O governo australiano deve imediatamente conceder proteção permanente na Austrália para xs detentxs em Manus, bem como aquelxs que eles levaram para a Ilha de Nauru. Tanto o governo australiano como o governo da Nova Zelândia também devem garantir que todxs xs detidxs tenham a mesma opção na Nova Zelândia, então eles têm escolha e ambos os governos devem tomar medidas imediatas para evacuá-lxs depois de lhes
concederem vistos de proteção permanente. Xs refugiadxs trazidos para a Austrália dos campos de tortura de Manus e Nauru para tratamento médico também devem receber a mesma opção. Este é o mínimo: o status de visto e um país para viver nunca compensará nossa comunidade em campos de tortura australianos.

Houve muitas investigações e muitos relatos de estupro, abuso sexual e tortura nos campos de detenção de refugiadxs australianos desde que foram abertos há mais de 25 anos, mas esses abusos continuam porque nenhum Ministro da Imigração ou representante do governo australiano foi responsabilizado. A depressão, o suicídio e outras doenças mentais são penetrantes nos centros de detenção australianos, e muitas vezes são o resultado direto da experiência da própria detenção e não devemos ficar
em silêncio.

Por favor, tome medidas e #SanctionAustralia para enviar uma mensagem forte ao governo australiano e mostre ao mundo que você não está de acordo com o regime de detenção administrativa criminal da Austrália implementado há mais de 25 anos contra nxs, refugiadxs. A comunidade internacional também deve condenar a Austrália, membro do conselho de direitos humanos das Nações Unidas, a explorar países menos favorecidos como Papua Nova Guiné e Nauru e usá-los como proxies para levar a cabo
abusos de direitos humanos contra refugiadxs.

Saudações,
RISE Ex-detainee Team
RISE : Refugee Survivors and Ex-detainees
#SanctionAustralia

*Corrida anual de cavalos

EN ESPAÑOL // IN ENGLISH

Praga, Chéquia – O veredito do caso Fenix: réus absolvidxs

1, novembro, 2017 Sem comentários

via AntiFénix

3 anos de faltas de evidências – 3 anos que fuderam nossas vidas
BAIXE O ARQUIVO DE PDF AQUI (EM INGLÊS)

Segue abaixo a tradução:

O tumultuado caso Fenix consiste em muitas acusações de muitos crimes, desde a chamada “promoção do terrorismo” a de preparação de ataques terroristas. Estes são os mais discutidos no último julgamento do tribunal municipal em Praga. Durante o seu veredicto, o juiz absolveu todos os cinco réus do caso Fenix ​​1. É uma vitória? Por que essa decisão não é definitiva? O artigo seguido é uma tradução de uma visão geral de um mês sobre as audiências do tribunal e algumas análises de nossa situação e experiência, originalmente escritas na língua checa.

Esta longa audiência foi sobre cinco anarquistas, três delxs acusadxs ​​de conspirar um ataque terrorista em um trem que usava parafernália militar. 2 delxs foram acusadxs ​​de saber sobre tais planos e não ter parado xs autorxs presumidxs. Duas dessas cinco pessoas também foram acusadas de preparar um ataque com coquetéis molotov contra carros da polícia durante o desalojo da okupa Cibulka. Basicamente, de acordo com os policiais, existem no total cinco pessoas e três crimes diferentes envolvidos. (E tudo isso é apenas para Fenix ​​1, porque algumas dessas pessoas estão enfrentando novas acusações no contexto de Fenix ​​2).
No grupo onde xs cinco acusadxs ​​estavam envolvidxs, havia dois policiais infiltrados. Esses dois indivíduos prepararam ativamente os dois ataques e também os iniciaram parcialmente. No entanto, o juiz não identificou suas ações como uma provocação, porque os materiais que detectariam a provocação não estão disponíveis.

A juíza, Hon. Hana Hrncirova, enfatizou que absolveu todxs xs acusadxs por falta de provas suficientes. Ela destacou a falta de transparência do trabalho da polícia: “A razão pela qual o tribunal tomou tal decisão é o fato de que, durante a avaliação da evidência, o juiz expressou fortes dúvidas sobre a transparência policial em seus métodos, tanto antes do início da ação penal quanto quando foi legalmente permitido envolver os agentes implantados no caso “, disse ela.
A juíza destacou que a polícia agiu sem ter mandado por meses e quando o advogado da defesa pediu os registros de sua atividade, a polícia não os teve: “O tribunal não possui vestígios de registros, nem mesmo um”, disse a juíza. Então ela disse: “O advogado de defesa tentou obter esses materiais porque pode-se supor que, com base nessas licenças individuais, deve haver algum registro em algum lugar. Esses registros nunca foram incluídos no arquivo.”

De acordo com o que a polícia disse, os materiais dos primeiros meses de infiltração “não existem ou não podem ser usados”. Então, temos outra pilha de arquivos que estão existentes, arquivos com uma transcrição da comunicação do telefone celular gravada e, de fato, podem ser usados. Especialmente para provar que os agentes secretos, a infiltração e a construção do caso não são uma questão do passado, como ouvimos com muita frequência. Cômico foi o momento, quando o juiz levantou esta pilha sobre a cabeça (é um volume de cerca de 400 páginas A4) e disse que, a partir de todas essas transcrições, nenhuma coisa tem nenhum valor como evidência.

A decisão não é definitiva porque o promotor público Pazourek sentiu que ainda não destruiu a vida das pessoas o bastante e apelou. Como ex-policial, ele acredita que a polícia atuou corretamente e espera que a Suprema Corte confirme sua opinião. Certamente, ele fará todo o possível para encontrar algo que “deve estar lá e pode ser usado”. Podemos simplesmente esperar que este caçador de anarquistas (ele também propõe pelo menos 12 anos de prisão para xs acusadxs no caso Fenix) e também desempenha papel no Fenix 2, terá elementos sem valor de evidência no próximo julgamento.

Ao contrário de Pazourek, o ministro do interior, amante de armas, social-democrata, Josef Chovanec, não tem tempo para esperar pelo tribunal superior. As eleições parlamentares estão se aproximando e ele tem que dar prioridade ao polimento de sua imagem, apresentando-se como justo e um bom pai. E, portanto, depois de três anos, percebeu de repente, no caso Fenix, “algo não está certo”. Em seu perfil de “Twitter”, ele deixou alguns comentários fazendo referência a fatos pertencentes à história checa: “Se isso prova que foi apenas uma provocação policial, eu pedirei um caso de investigação minuciosa e uma punição dos culpados. A polícia de um estado tão democrático […] não pode destruir arbitrariamente a vida das pessoas, e isso independente do seu pensamento político. Espero que o “julgamento de Omladina*” pertence à nossa história e não ao nosso presente “. Pena que ele não estivesse lá dizendo essas palavras quando, no momento da prisão de Martin Ignacak, o detetive principal Palfiova, olhando para o arquivo, declarou: “podemos fazer tudo!”

Se o próprio Chovanec é diretamente ou parcialmente responsável pelo processo contra o movimento anarquista ou não, não sabemos e demorará muito tempo antes de descobrirmos. Certamente, se o tribunal enviasse as cinco pessoas atrás das grades, podemos apostar que ele irá tocar os ombros de seus amigos “pelo bom trabalho que fizeram”. Agora, quando o contrário aconteceu, ele pode culpar por seus erros e abuso de poder apenas a alguns indivíduos de um aparelho policial e punitivo que de outra forma é “impecável” e “útil para toda a comunidade”.

A falta de evidências vence
Para muitos de nós, o veredito do Tribunal é um alívio. Por um momento, podemos respirar, nos encontrar para jantar e ver nossxs amigxs em um estado de espírito mais relaxado fora das paredes da prisão. Estes momentos são importantes na vida e é bom que possamos aproveitá-los. A prisão é uma instituição inútil, divide relacionamentos, isola pessoas e destrói vidas. É por isso que o veredito, por mais agradável do que “culpado”, não é uma vitória total para nós. Não esquecemos o que três anos de infiltração e posterior investigação significaram. Ales, Martin e Peter ficaram presxs por 27 meses no total, Lukas – 7 meses, e antes disso ele tinha estado um ano na clandestinidade. Todxs elxs ainda aguardam julgamentos (apelo da Fenix ​​1 e algumxs delxs e outrxs 2 camaradas da Fenix ​​2). Algumxs delxs com possíveis sentenças de vida ainda no ar. Não nos esqueçamos de que Igor, que hoje é considerado inocente, estava com a maior dificuldade durante três meses, ainda está enfrentando dificuldades difíceis e estava reportando aos serviços de liberdade condicional há quase um ano e meio. Além disso, ele ainda está sob risco de deportação da Chéquia devido a sua permanência em custódia.

As famílias, amigxs e as pessoas mais próximas dxs réus e presxs, bem como aqueles que são diretamente afetadxs pelo caso Fenix, estão enfrentando uma grande pressão emocional e separação. A polícia entrou em vários apartamentos e tem levado mais e mais pessoas para interrogatórios. A polícia está usando seus poderes, como levar as pessoas à floresta, ameaçando xs parceirxs e pais e mães dxs suspeitxs. Uma lista do que foi feito durante as várias ações repressivas (e estamos falando apenas dos últimos três anos na cena antiautoritária na chamada Chéquia) provavelmente seria longa e assustadora.

Em suma, é claro que não há nada para comemorar. A necessidade de esmagar o sistema opressivo ainda está no jogo, basta pensar em uma estratégia melhor e encontrar novas formas de lutar. Em casos como o Fenix, é necessário entender o que isso realmente trata. As unidades repressivas não têm medo de nós sozinhos, nem temem Martin, Peter, Sasha, Ales, Katarína, Radka, Igor, Lukas, Ales e xs outrxs acusadxs. O que os assusta é que mais e mais pessoas se identificam com nossas idéias, especialmente se começarem a usar uma variedade maior de táticas. Os protetores do status quo investem muitas forças, energia e recursos para manter as pessoas na crença de que esta é a liberdade para a qual sonham.

Pessoas antiautoritárias e anarquistas que acreditam que podemos viver nossas vidas de uma forma mais genuína do que a oferecida pelo neoliberalismo e que não precisamos de Estado e Política, podem oferecer uma alternativa que possa interferir com esse estilo de vida consumista. A repressão é então vista como a ferramenta ideal para suprimir idéias. E por eles, o aparelho estatal quer desacreditar-nos através de meios sensacionalistas e rotulando-nos como terroristas, intimidando-nos usando o encarceramento e dividindo o movimento entre “xs radicais” e xs “não-violentxs” e colocando-nos umxs contra xs outrxs. Paralise-nos com a paranoia.

A questão é de onde essa tentativa de repressão é bem sucedida e em que pontos podemos trabalhar nós mesmos. Como não cair em armadilhas que são invisíveis à primeira vista e como derrubar paredes em nossas cabeças. As paredes dentro de nós mesmos e entre nós e outras pessoas. Como quebrar essas paredes e construir pontes fora delas. Como superar o medo, obter o que está lutando e respeitar cada umx. E por último, mas não menos importante, como não cair no desejo de ganhar em um jogo que não é nosso e que só nos afasta de coisas e atividades importantes.

O caso Fenix ​​tornou-se um ponto crucial nas vidas de muitxs de nxs. Podemos aprender muito com isso. Tomar como um ponto de referência para entender melhor como funcionam as estruturas de poder e para se entender mutuamente, bem como para analisar criticamente os nossos próprios erros. Nxs não queremos fingir que temos as respostas para todas as perguntas. Mas aprendemos uma coisa. Se queremos que nossas ações e nossa organização sejam realmente efetivas e perigosas para as estruturas de opressão que nos mantêm sob controle, essas devem ser decorrentes de discussões coletivas e negociações que vão além dos esquemas fornecidos pelo estado. Aprendemos que não há motivo para se esconder da repressão, é melhor estar pronto para enfrentá-lo e criar condições que tornem essas operações inativas. Enquanto as pessoas estiverem presas, primeiro, se discute se esta é a medida certa para implementar ou não apenas após a prisão, há uma razão para continuar lutando. Isso não quer dizer que, se o processo judicial acontecer na ordem oposta, a questão é resolvida, em vez disso, precisamos imaginar um mundo completamente diferente. Um mundo sem prisões, fronteiras e polícia, onde devemos realmente resolver os problemas em vez de nos espalhar por trás das paredes.

Fenix não é uma operação visando algumxs anarquistas ingênuxs, mas um ataque ao futuro da subversão como um todo. É também uma demonstração do poder policial e do trabalho dos agentes secretos do estado na democracia que ouvimos tão frequentemente como sinônimo de liberdade.

Não seja pego!

Em Solidariedade, Cruz Negra Anarquista, Praga, Equinócio de Outono de 2017.

“Meus pilares de valores são: Vida, Justiça, Liberdade e Igualdade. As pessoas que constroem casos e querem aprisionar pessoas dificilmente entendem tais valores. Estou pronto para qualquer veredito, e eu vou levá-lo segurando minha cabeça erguida. Um veredito que afetará minha vida e a vida dos outros. “
Final do discurso de Martin Ignacak.

Notas:

*Em 1894, o julgamento Omladina, convocado na capital regional austro-húngara de Praga, colocou ostensivamente o anarquismo e o anarco-sindicalismo chéquio no tribunal, bem como condenando especificamente 68 nacionalistas chéquios por atividades radicais. (Fonte: Wikipedia)

Categories: Uncategorized Tags: , ,

Atenas, Grécia – Preso companheiro acusado de pertencer a Conspiração das Células de Fogo

31, outubro, 2017 Sem comentários

Traduzido a partir de Insurrection News

De acordo com o CMI de Atenas, o companheiro Kostantino G. foi preso e as forças de segurança suspeitam que ele participou do ataque com um pacote-bomba contra o ex-primeiro-ministro tecnocrata e funcionário do FMI Loukas Papadimos, que ocorreu em maio de 2017. O ataque deixou feridas profundas em Papadimos e feriu outras duas pessoas que o acompanhavam dentro do veículo em que se encontrava. Papadimos ficou hospitalizado durante um mês.

Durante a prisão, que ocorreu na manhã de sábado, o companheiro sofreu uma lesão na perna durante seu sequestro por parte da unidade antiterrorista. Aparentemente, Kostantino será acusado de muitos crimes. Hoje [domingo] será levado perante o juiz de instrução onde haverá uma concentração solidária no tribunal.

Esta ação repressiva das forças do Estado não ficará sem resposta e xs companheirxs na luta a nível internacional devem estar cientes desse último movimento.

A polícia informou as mídias corporativas que Kostantino estava sob vigilância durante duas semanas antes de ser pego portando oito cartões de identidade falsificados, duas pistolas, munições, um artefato explosivo equipado com um cronômetro e pólvora em três bolsas, um saco de lixo plástico e uma pequena bolsa. A polícia também informou que o companheiro estava limpando uma casa alugada com uma identidade falsa.

A polícia suspeita que ele tem vínculo com a Conspiração das Células de Fogo e o implicou em várias ações não resolvidas de cartas-bomba, incluindo o ataque contra o ministro de Finanças alemão, Wolfgang Schäuble.

Não importa se Kostantino G. é culpado ou inocente das acusações, nenhumx companheirx fica só!